Goiás atinge sua menor taxa de desemprego

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), a taxa de desocupação goiana em 2025 foi de 4,6%, a menor já registrada para um ano na série histórica que se iniciou em 2012. Até então, o índice mais baixo havia sido assinalado em 2012 (5,0%). O Brasil também atingiu o seu menor índice (5,6%), após quatro quedas sucessivas. O percentual de Goiás, por sua vez, caiu pelo quinto ano consecutivo, após alcançar o patamar mais elevado em 2020 (13,2%). Segundo os especialistas, a cadeia do agronegócio contribui para a preservação do emprego.
Em relação à taxa de desocupação trimestral, a PNAD Contínua apontou índice de 3,9% para Goiás no 4º trimestre de 2025. Com isso, o Estado repete a marca atingida no 4º trimestre de 2013, a menor da série histórica iniciada em 2012. O Brasil, que assinalou o terceiro decréscimo do último ano, também alcançou a menor taxa de desocupação da série (5,1%).
A taxa de desocupação, popularmente conhecida como taxa de desemprego, representa o percentual de pessoas desocupadas em relação àquelas que compõem a força de trabalho em determinado período.
São classificadas como desocupadas as pessoas de 14 anos ou mais de idade sem ocupação remunerada que, no período de referência de 30 dias, tomaram alguma providência efetiva para conseguir trabalho e estavam disponíveis para assumi-lo. No 4º trimestre de 2025, Goiás registrou uma população desocupada de 158 mil indivíduos, sinalizando queda de 19,5% na comparação com o mesmo período de 2024. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, por sua vez, houve estabilidade estatística.
A força de trabalho é composta pelos ocupados – incluindo os subocupados por insuficiência de horas trabalhadas – e pelos desocupados. A PNAD Contínua estimou que foi de 4,0 milhões de pessoas no 4º trimestre de 2025, o que indica estabilidade estatística tanto em relação ao igual período de 2024 quanto em relação ao trimestre imediatamente anterior.
Em Goiás, a taxa de informalidade foi de 35,1% em 2025, a menor já registrada na série histórica com início em 2016. Desde 2021 (40,2%), o índice vem caindo ano a ano, alcançando a quarta redução consecutiva. O mesmo pode ser observado para o Brasil, embora aconteça em ritmo menos acentuado. Com taxa de 38,1% em 2025, o país também apresentou a quarta queda em sequência, chegando ao menor patamar desde 2020 (37,7%) e ao segundo menor da série.
Quanto à taxa de informalidade trimestral, a PNAD Contínua indicou percentual de 35,1% para Goiás no 4º trimestre de 2025. Foi a primeira alta após uma sucessão de quedas que se manteve por cinco trimestres. O resultado corresponde a 1,4 milhão de pessoas ocupadas em situação de informalidade na semana de referência da pesquisa.
No Brasil, o índice foi de 37,6%, o segundo valor mais baixo da série histórica iniciada no 4º trimestre de 2015 – atrás apenas do obtido no 2º trimestre de 2020 (36,6%). Ainda assim, ele se manteve acima do goiano, como acontece desde o 1º trimestre de 2022. Com isso, estima-se um total de 38,7 milhões de indivíduos que atuam em condição de informalidade no país.
A taxa de informalidade considera as seguintes categorias: empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada; empregados domésticos sem carteira de trabalho assinada; empregadores sem registro no CNPJ; trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ; e trabalhadores familiares auxiliares.
Outro parâmetro avaliado pela pesquisa é a taxa composta de subutilização da força de trabalho. Ela é caracterizada pela população desocupada, pela população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas e pela população na força de trabalho potencial. Essa última é formada pelos indivíduos que efetivamente buscaram trabalho, mas, por algum motivo, não estavam disponíveis para trabalhar na semana de referência da pesquisa; e por aqueles que não realizaram busca efetiva por trabalho, mas gostariam de trabalhar e estavam disponíveis na semana de referência.
Em 2025, a taxa de subutilização da força de trabalho em Goiás foi de 9,7%, o menor valor já atingido para a série histórica com início em 2012. Foi o quinto decréscimo consecutivo para o percentual goiano. O Brasil também alcançou o seu menor índice (14,5%), após quatro quedas sucessivas.
Quanto ao resultado trimestral, Goiás registrou taxa de 8,0%, indicando queda em relação ao mesmo período de 2024 (10,8%), mas estabilidade estatística na comparação com o trimestre imediatamente anterior (9,0%). O levantamento aponta que, nesse período, havia 330 mil goianos em uma das seguintes condições: desocupados, subocupados por insuficiência de horas, indisponíveis ou desalentados.
No Brasil, a PNAD Contínua apontou taxa de subutilização da força de trabalho igual a 13,4%, o que sinaliza queda relativa ao mesmo período de 2024 (15,2%) e ao trimestre imediatamente anterior (13,9%).
Desemprego é maior entre as mulheres
Na análise por sexo, observou-se que, em 2025, a taxa de desocupação foi maior para as mulheres no Brasil e em quase todas as unidades da Federação. Apenas Tocantins apresentou índice superior para o sexo masculino – 5,0% (homens) contra 4,2% (mulheres). Em Goiás, a taxa de desocupação das mulheres (5,2%) foi 1,0 ponto percentual acima do percentual registrado para os homens (4,2%). No país, a diferença foi de 2,3 pontos percentuais, com resultados de 4,6% para os homens e de 6,9% para as mulheres.
Em Goiás, o rendimento médio mensal real das pessoas ocupadas em 2025 foi de R$ 3.628, número acima do registrado pelo Brasil (R$ 3.560). O resultado brasileiro também indicou aumento na comparação com 2024 (5,7%), embora menor que o do Estado. Com isso, pela primeira vez na série histórica iniciada em 2012, o rendimento médio mensal goiano superou o registrado no País.
Em termos regionais, Goiás foi a unidade com o nono maior rendimento médio mensal em 2025. O Distrito Federal (R$ 6.320) se destacou na primeira posição, com resultado significativamente à frente dos próximos colocados – São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177). Os menores rendimentos, por outro lado, foram assinalados por Maranhão (R$ 2.228) e Bahia (R$ 2.284).