Aline entra no grupo de mulheres  que gerenciam o agro brasileiro

Wandell Seixas

Ao assumir hoje a presidência do Sindicato Rural de Jataí, Aline Rezende Vilela Gaiardo começa a compor as estatísticas das 30% de mulheres que gerenciam a cadeia do agronegócio brasileiro. Engenheira agrônoma, Aline demonstra “orgulho de assumir essa posição de liderança no cenário sindical rural”. Mas, confessa que nunca se sentiu inferior a um homem, entendendo que a capacidade é igual.

Na diretoria ao lado de outros produtores, sua disposição é de oferecer o melhor nos segmentos da pecuária e da agricultura. À reportagem, faz um parêntesis e reforça a “agricultura familiar”. Ela pretende em sua gestão defender programas destinados ao fomento da produção agropecuária, promover cursos, informativos, palestras técnicas, observando que “são desafios do dia a dia”.

Como ela já antecipou ao portal, sua administração pretende ampliar parcerias, estimular o cooperativismo e criar “um ambiente de diálogo constante, onde o produtor se sinta ouvido e representado”. Em Jataí, município situado na região sul de Goiás, Aline é a primeira mulher a assumir a presidência do Sindicato Rural, constituindo uma liderança jovem em um ambiente historicamente masculino. É um desafio que ela encara “com naturalidade”.

De uma região produtora de gado de corte e grãos, sobressaindo o milho e a soja, a guerra deflagrada no Oriente Médio a preocupa. As consequências econômicas tendem a atingir o Brasil, caso prossiga a escalada dos conflitos, envolvendo Estados Unidos, Israel, o Irã e outros países da região.

Em sua visão, os primeiros impactos já aportaram em estados brasileiros e Goiás não fica de fora. Aline se refere aos “preços abusivos no combustível e até na possibilidade de falta de petróleo”. E acrescenta que “os produtores goianos e de outros estados temem o aumento nos preços dos insumos”. O Irã é um dos principais fornecedores de uréia.

Há, sem dúvida, os impactos políticos, humanitários e econômicos, entre outros que afetam a cadeia do agro. Ao interromper o fluxo comercial das petroleiras pelo Estreito de Ormuz, a guerra no Oriente Médio expõe economias que dependem do petróleo que passa por lá. Especialistas ressaltam que todo importador de petróleo e de seus derivados está exposto ao conflito. E esse é o caso do Brasil.

Quando o assunto é o petróleo em si, o país está bem. O Brasil está entre os 10 maiores produtores e tem a commodity como sua maior exportação. Mas apesar de o país ser grande produtor e exportador de petróleo, a produção de combustíveis derivados no país não atende a demanda nacional.

Com 18 refinarias, o Brasil possui o nono maior parque de refino do mundo, uma capacidade instalada de 2,4 milhões de barris por dia e processamento real em torno de dois milhões, segundo dados do IBP.

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