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Como as viagens deixam recordações inesquecíveis

As viagens em regra nos deixam lembranças de algum acontecimento. Por mais singelo que seja. Numa viagem de avião à Alemanha sentei no banco ao lado da janela. Uma senhora robusta sentou-se ao meio. Viagem longa, ir ao banheiro representava uma tortura.

 Em Berlim vi a cidade divida por um muro. Doeu.  Uma parte, opulência. Cidadãos bem vestidos, comércio ativo, carros Mercedes circulando pelas ruas, imprensa livre. Era a chamada Berlim Ocidental, capitalista, democrática realmente, De outra parte, Berlim oriental, praticamente deserta. Fui tirar fotos, foi interrompido por um guarda. Receoso, optei por transpor o muro e retornei.

Em Roma, deixei o hotel e saí andando à noite. Numa rua o tráfego foi interrompido por que um músico italiano iria se apresentar. Mesas à vontade. Sentei, pedi um vinho e ouvi lindas canções. Momento gratificante em plena cidade eterna.

Visitando o Vaticano encontrei um grupo de Santos (SP). Era hora da missa. No momento da comunhão fui induzido pelos santistas à comunhão. Realmente, inesquecível. Em Israel, fiz curso sobre cooperativismo agrícola em Tel Aviv, conheci os kibutz. Em Belém conheci o local do nascimento de Jesus. Em Jerusalém percorri a via que levou Jesus à cruz.

Pneus grandes proporcionam esses atos de comparação

Em Veneza pude andar de barco pelas suas ruas banhadas pelas águas do mar. Em Creta ao descer recebo um limoncello de brinde. A badalada ilha oferece uma vista das mais lindas do mundo. No Egito, andar de camelo é algo marcante.

Num hotel em São Paulo, a camareira deixou um bilhete em cima da cama manifestando agradecimento por minha hospedagem. Um ato, sem dúvida, simpático.

Nelore Myo, apenas para efeito de ilustração

Em Goiânia, tive algo parecido, mas de uma figura rara, ligada diretamente ao automobilismo. Patrocinado pela Arisco, Nelson Piquet me concedeu um autógrafo. Na empresa de “seu” João eu editava um house organ. Minha relação profissional, no entanto, era com o Rivas.

Jornalista, na maioria das vezes ganha pouco, mas ganha viagens inesquecíveis. Numa dessas conheci Roberto Kovalick, colega famoso. Em viagem da Agroceres a Porto Alegre pude assistir no estádio olímpico um show de Ray Conniff e sua música inconfundível.

Graças à Embrater, pude conhecer todos os estados brasileiros. Fui apoiado pelo doutor Vicente Benjamim de Albuquerque que presidiu a Emater Goiás e foi indicado para uma das diretorias da Empresa Brasileira de Extensão Rural.  Eu era assessor de Imprensa e sua confiança em meu trabalho profissional ocasionou essa operação nacional.

Assessorando a Faeg, acompanhei delegação de produtores aos Estados Unidos, precisamente na região de Fresno, Nova Zelândia e Austrália. A foto com um coala está comigo. Animal mais simpático acho que não existe.

 Noutro trajeto, a região Sul do Brasil, Uruguai, Argentina e Chile. Jamais vou esquecer do Macel Caixeta, presidente da Faeg, um verdadeiro gentleman ao lado da esposa, dona Olga.

Um verdadeiro presente eu ganhei do capitão Frazão em decorrência de reportagens sobre a FAB. Uma viagem de Catalina, que serviram na guerra. Trata-se de um hidroavião que pousa em terra quanto na água. Nesse aparelho percorri em cerca de 70 horas toda a região da Amazônia. Sobressaíram os rios Madeira, Mamoré, Negro e Amazonas. A Aeronáutica estava prestando uma ação de ordem social aos ribeirinhos. Uma autentica integração nacional.

Imagens: 1 -Em Berlim/ 2- Desfile do 1º de maio. Ostento a bandeira do Brasil. /3 – O pneu grande em Cascavel (PR)/ 4: Em Jerusalém/ 5- Com a então ministra da Agricultura./ 6. Em Goiânia, na Pecuária, com o criador./7 – Na Austrália, enfrentando as corredeiras.

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