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Cooperativismo transforma ambiente de trabalho em diferencial para atrair e reter talentos

Cultura centrada nas pessoas ajuda cooperativas goianas a se destacarem como excelentes lugares para trabalhar e se reflete na renda dos profissionais do setor

Muito além de indicadores financeiros e resultados de mercado, o cooperativismo tem consolidado outro diferencial competitivo em Goiás: a capacidade de criar ambientes de trabalho mais humanos, participativos e voltados ao desenvolvimento das pessoas.

O recente reconhecimento, pela Consultoria GPTW (Great Place to Work), das cooperativas Sicoob Engecred, Sicoob Emprecred e Sicoob Unicentro Norte Br, entre as melhores empresas para trabalhar no Centro-Oeste reflete uma cultura organizacional construída com base em boas práticas e fortalecida diariamente dentro dessas instituições. Outras cooperativas, a exemplo do Sicredi, Unimed Cerrado, Sicoob Unicentro Br e Central Sicoob Uni também já foram certificadas em diferentes rankings pela qualidade do ambiente de trabalho que oferecem aos seus colaboradores.   

O destaque alcançado pelas cooperativas não está apenas em certificações ou rankings. Ele aparece principalmente nos relatos de gestores e colaboradores que vivenciam, no dia a dia, uma forma de gestão baseada em diálogo, participação, desenvolvimento profissional e valorização das pessoas. Também é reflexo da gama de benefícios oferecidos e das estruturas físicas de trabalho, preparadas para apoiar a atuação das equipes.

O exemplo começa na própria gestão do Sistema OCB/GO, entidade que representa o cooperativismo goiano, onde a valorização humana é tratada como diferencial estratégico. A instituição investe continuamente na construção de um ambiente organizacional saudável e produtivo, com programas de capacitação, ações de reconhecimento, canais permanentes de comunicação entre equipes e lideranças e iniciativas voltadas à qualidade de vida e ao bem-estar.

“Hoje, um dos nossos grandes diferenciais é o cuidado com as pessoas. Trabalhamos continuamente para construir um ambiente organizacional que conjugue bem-estar e produtividade”, destaca Luís Alberto Pereira, presidente da entidade.

Escuta ativa

Na Uniodonto Goiânia, a escuta ativa é vista como elemento essencial para fortalecer o ambiente de trabalho. A gerente de Gestão de Pessoas, Renata Borges, explica que a cooperativa realiza pesquisas de clima organizacional, feedbacks, reuniões com lideranças e ações permanentes de escuta junto às equipes.

“As informações levantadas servem como base para a implementação de melhorias, sempre alinhadas aos valores do cooperativismo e às necessidades dos colaboradores”, afirma.

A mesma percepção é compartilhada por cooperativas do sistema financeiro. No Sicoob Engecred, a gerente da Área de Gente, Gestão e Cultura, Lígia Maria Pires Alencar do Vale, atribui os resultados alcançados ao interesse verdadeiro por ouvir e integrar os colaboradores.

Segundo ela, a cooperativa desenvolve ações de reconhecimento e incentiva a formação acadêmica e profissional. Apenas em 2025, a cooperativa registrou mais de 60 horas de treinamento por colaborador, além de oferecer bolsas de estudo, apoio para certificações profissionais e participação em congressos e eventos.

A colaboradora Saula Yanka Brito destaca como diferenciais o ambiente colaborativo e o apoio recebido ao longo de sua formação profissional. “Percebo que o Sicoob Engecred compreende que investir na capacitação dos colaboradores gera melhores resultados e, por isso, não mede esforços para promover esse desenvolvimento”, relata.

Cooperativa de saúde, a Unimed Cerrado também aposta na combinação entre desenvolver pessoas, promover bem-estar e participação. A gerente de Desenvolvimento Humano, Lina Souza de Oliveira, explica que a cooperativa mantém diversos canais de escuta e programas voltados ao fortalecimento das equipes.

“O cooperativismo orienta uma forma de gestão baseada em corresponsabilidade, diálogo e construção coletiva. Isso fortalece a relação entre lideranças e colaboradores e amplia os espaços de escuta”, afirma.

Para a assistente de Mercado da cooperativa, Maria Luisa Sousa Peres, esse modelo faz diferença na prática. “A valorização das pessoas, o incentivo ao diálogo e o suporte oferecido aos colaboradores fazem com que nos sintamos parte importante dos resultados da organização”, destaca.

Renda e rotatividade

Levantamento realizado pela Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape/UFG) comprovou que empregados de cooperativas recebem remuneração significativamente superior à dos trabalhadores das demais empresas goianas. Em 2023, por exemplo, um empregado de cooperativa vinculada à OCB/GO recebeu, em média, R$ 2.987 por mês, valor R$ 1.046 superior ao pago pelas demais empresas (R$ 1.941).

Para obter essa informação, a equipe da UFG levou em consideração os dados entre 2019 e 2023 da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego. Também foi possível perceber que a taxa de rotatividade de colaboradores nas cooperativas é menor (menos de 40 substituições por ano) do que nas empresas não cooperativistas (51,6 por ano).

A rotatividade é um tema importante no mercado de trabalho, pois gera prejuízos para o empregado (instabilidade financeira e na carreira) e para o empregador (elevação de custos com recrutamento e treinamento).

Fotos: Divulgação

Foto 1 – Colaboradores da Unimed Cerrado

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