Pirarucu é uma das atrações turísticas no Araguaia
Texto e Fotos: Wandell Seixas
O Araguaia é um dos mais importantes cursos d’água do Brasil, percorrendo 2.114 km entre os estados de Goiás, Mato Grosso, Tocantins e Pará. Conhecido pela rica biodiversidade, a pesca abundante e praias de areia no verão, de maio a setembro, abriga a Ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo e habitada praticamente pelos índios Carajás. Entre os cardumes, o pirarucu é quem mais chama a atenção do turista pelo seu porte.
Nesse cenário não se pode ignorar os cardumes variados de peixes e aves que na água e no ar contribuem com o ecossistema. Ao lado naturalmente das praias com sua areia alva na orla. A espécie sofre com a pesca predatória, tornando as ações de preservação essenciais, inclusive por guias locais que valorizam o peixe vivo. A presença desses peixes gigantes reforça a biodiversidade do rio e atrai praticantes da pesca esportiva de todo o país.
Diferentes espécies de peixes dominam o Araguaia, sobressaindo o pacu, piranha, mandi, piau, entremeados por animais graúdos como pirarara, jaú, mandubé, piraíba e o incrível pirarucu, este comparado ao bacalhau. Normalmente, a pesca ocorre durante o período de seca, ou seja, entre agosto e setembro.
A chamada temporada de praia, que ocorre em julho coincidindo com o período de ferias escolares, atrai milhares de turistas para cidades como Aruanã (GO), Barra do Garças (MT) e Luís Alves (GO), movimentando a pesca esportiva e o ecoturismo.
Elias Leite da Silva, veterano barqueiro sempre à disposição no porto fluvial de Aruanã, sempre tem muita história pra contar. Além de tocar violão em noites enluaradas, ele costuma conduzir os turistas para os locais mais acolhedores, beiras adequadas e onde pescar.
Como há leis ambientais, inclusive de proteção aos peixes, Elias diz que “há um pega e solta danado” quando se trata do pirarucu. É um dos maiores peixes de águas doces fluviais e lacustres do Brasil. Sua carne é servida como componente principal em diversos pratos típicos do Amazonas e do Pará. Seu nome se originou de dois termos tupis: pirá, “peixe” e uruku, nome de uma tinta vermelha extraída do urucum.
A decisão do Ibama autoriza a pesca, a captura e o abate do pirarucu quando a espécie for encontrada em onze bacias espalhadas pelo país. Em Goiás, são protegidos por leis estaduais de pesca. E quando capturados, devem ser devolvidos logo à água, sendo a pescaria esportiva focada no registro.
Guias de pesca registraram a captura de pirarucus gigantes, com mais de dois metros e 100 kg, no Araguaia, próximo a Nova Crixás e Aruanã, em abril de 2026. Embora chamem a atenção pelo tamanho, esses peixes são protegidos por leis estaduais de pesca. E, quando capturados, devem ser devolvidos imediatamente à água, sendo a pescaria esportiva focada no registro.
Destaques sobre o pirarucu no Araguaia: exemplares fisgados frequentemente superam os dois metros de comprimento e passam dos 100 kg, considerados verdadeiros “monstros” de água doce. Os pescadores praticam o pesque e solte, valorizando a foto e o vídeo com o peixe antes de soltá-lo.
A carne nobre, nutritiva, saborosa e com pouca gordura (apenas 160 kcal por 100g). É uma fonte de proteínas, ômega-3, minerais como fósforo e magnésio, além de ser versátil na culinária, podendo ser consumido fresco ou salgado, grelhado, assado ou cozido.

Seu Elias é um barqueiro que conhece os meandros do rio Araguaia.