Preços aumentam em Goiânia após deflação em agosto

Após registrar queda de 0,22% em agosto, os preços voltaram a subir em Goiânia, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) alcançando 1,07% em setembro de 2026. O resultado representa uma aceleração de 1,29 ponto percentual em relação ao mês anterior e foi o segundo maior índice mensal observado na Capital neste ano, atrás apenas de abril (1,12%). Com o aumento de setembro, a inflação acumulada em 2026 chegou a 4,38%, enquanto a variação acumulada nos últimos 12 meses atingiu 6,08%
No Brasil, o IPCA foi de 0,82% em setembro, abaixo da taxa registrada em Goiânia (1,07%). No acumulado do ano, a inflação nacional somou 3,95%, ante 4,38% na capital goiana. Já o acumulado em 12 meses ficou em 4,58% no país, enquanto Goiânia registrou 6,08%. Assim, os indicadores da capital ficaram acima da média nacional na comparação mensal, no acumulado do ano e também no acumulado de 12 meses.
Combustíveis e alimentação no domicílio pressionam inflação de setembro em Goiânia
Entre os grupos com maior aumento de preços na capital goiana, destacaram-se Transportes, com alta de 1,78%, e Alimentação e bebidas, que subiu 1,51%. Dentro deste último grupo, a alimentação no domicílio avançou 1,76% em Goiânia, acima da variação observada no país (0,96%). Nos transportes, os combustíveis para veículos aumentaram 2,77%, puxados pelas altas da gasolina (2,03%), do etanol (6,67%) e do óleo diesel (3,98%).
Na alimentação no domicílio, a principal pressão veio do subgrupo tubérculos, raízes e legumes, que registrou elevação de 28,00% em Goiânia, frente a 18,92% no Brasil. Entre os itens, destacaram-se as altas do tomate (53,10%), da batata-inglesa (18,29%) e da cebola (17,83%). O grupo Alimentação e bebidas também foi influenciado pelo aumento das carnes (0,64%), dos cereais, leguminosas e oleaginosas (1,86%) e dos açúcares e derivados (1,29%).
Outro grupo que contribuiu para o resultado de setembro foi Habitação, que teve alta de 1,73% em Goiânia. A principal pressão desse grupo veio da energia elétrica residencial, que aumentou 5,33% no mês. O valor é menor que o registrado a nível nacional (7,98%).
Saúde e cuidados pessoais atenuam inflação goianiense
A inflação de setembro em Goiânia foi parcialmente atenuada pelo grupo Saúde e cuidados pessoais, que registrou variação de -0,07%. Dentro dele, o preço dos cuidados pessoais recuou 0,51%, influenciado principalmente pelas quedas dos perfumes (-1,79%) e dos produtos para cabelo (-1,39%).
Também contribuíram para aliviar o índice os produtos farmacêuticos, com retração de 0,11%. Entre os alimentos, o grupo aves e ovos apresentou queda de 2,15%, com recuo de 2,82% nos preços do frango em pedaços.
Outro movimento de contenção da inflação veio do grupo Recreação e fumo, cujos preços caíram 0,41% em Goiânia. O resultado foi influenciado principalmente pela retração da recreação (-0,69%), com destaque para as reduções observadas em cinema, teatro e concertos (-8,23%).
Goiânia registra o segundo maior aumento de preços do país em setembro
Com alta de 1,07% no IPCA de setembro de 2026, Goiânia registrou a segunda maior inflação entre as 16 localidades pesquisadas pelo IBGE, ficando atrás apenas de Grande Vitória (1,08%). A variação da capital goiana superou em 0,25 ponto percentual a média nacional, que foi de 0,82%. A terceira maior alta foi registrada em Belo Horizonte (1,05%). Já as menores inflações ocorreram em Rio Branco (0,53%), Aracaju (0,55%) e Fortaleza (0,57%).
INPC: inflação para famílias de menor renda se aproxima do índice amplo em Goiânia
Além do IPCA, que abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, o IBGE divulga o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que investiga as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos.
Em setembro de 2026, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) avançou 1,04% em Goiânia, resultado muito próximo ao registrado pelo IPCA na capital (1,07%). No Brasil, o INPC foi de 0,82%, ficando abaixo do índice observado em Goiânia. No acumulado do ano, o INPC chega a 4,41% na capital goiana, ante 4,01% no país.
Na comparação dos últimos 12 meses, o INPC acumulou 5,95% em Goiânia, enquanto a taxa nacional foi de 4,29%. O resultado coloca a inflação das famílias com rendimento de até cinco salários mínimos acima da média brasileira na capital goiana.
Sinapi: custo da construção em Goiás é maior que a média a nacional
O custo médio da construção civil em Goiás alcançou R$ 2.023,62 por metro quadrado em setembro de 2026, segundo o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI). No mês, o custo avançou 0,72% no estado. No acumulado do ano, a alta chegou a 9,09%, enquanto a variação em 12 meses foi de 10,14%. O custo dos materiais foi estimado em R$ 1.169,93 por metro quadrado e o da mão de obra em R$ 853,69.
No Brasil, o custo médio da construção ficou em R$ 1.999,73 por metro quadrado. A variação mensal foi de 0,30%, com acumulado de 5,72% no ano e de 6,81% nos últimos 12 meses. Em comparação com a média nacional, Goiás registrou custo por metro quadrado mais elevado e variações superiores no mês, no acumulado de 2026 e no acumulado em 12 meses.