Saindo do Forno

15/08/2026/Sábado
Rubi S.A. amplia uso de drones no canavial e fortalece manejo sustentável de pragas
A Rubi S.A., de Rubiataba, no Vale do São Patrício, amplia o uso de drones nas operações agrícolas para tornar o controle de pragas mais preciso, reduzir desperdícios e fortalecer práticas sustentáveis no cultivo da cana-de-açúcar. Atualmente, 14 mil hectares dos canaviais da usina recebem aplicações realizadas exclusivamente com essa tecnologia, o que representa aproximadamente 40% das operações de controle de pragas nas propriedades da usina. Os drones são utilizados principalmente em áreas onde a aplicação por aeronaves convencionais é limitada, como regiões próximas à rede elétrica, áreas de vegetação e outros obstáculos. Antes de cada operação, um drone de monitoramento realiza o mapeamento da área e produz imagens e ortomosaicos que orientam o planejamento das rotas de voo, aumentando a precisão e a segurança das aplicações. A tecnologia integra o Manejo Integrado de Pragas (MIP), estratégia que combina métodos biológicos e químicos de forma racional para reduzir a pressão de pragas e minimizar, sempre que possível, o uso de defensivos químicos. Entre os principais alvos estão a broca-da-cana e a cigarrinha-da-raiz, insetos que podem causar perdas significativas na produtividade dos canaviais.
Agronegócio projeta novas rotas energéticas com etanol no mar e biometano nas estradas
O primeiro abastecimento de um navio com etanol realizado no Brasil e o uso de biometano no transporte de açúcar mostram como os biocombustíveis ocupam novas frentes na descarbonização. Os casos foram apresentados no encontro do LIDE Agronegócio ontem, 14, durante a Fenasucro & Agrocana 2026, em Sertãozinho (SP). Com o tema “Liberdade na Transição Energética e o Futuro do Petróleo”, o encontro recebeu Jean-Paul Prates, ex-presidente da Petrobras e ex-senador, sócio da Altiva Inteligência Estratégica, head do LIDE Energia; e Henrique Araújo, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Copersucar. Araújo detalhou o primeiro abastecimento de um navio com etanol no país, realizado em julho. A embarcação, com capacidade para transportar 13 mil contêineres, recebeu 500 toneladas do biocombustível por meio de uma barcaça. A operação contribui para qualificar o Brasil como ponto de abastecimento de navios internacionais. No transporte rodoviário, o Programa BioRota, da Copersucar, utiliza biometano em 80 caminhões que já levaram mais de um milhão de toneladas de açúcar das usinas ao Porto de Santos e a terminais de transbordo. Segundo a empresa, é a maior iniciativa mundial de uso do combustível para descarbonizar o transporte.
Aprovação do PLP 114 representa avanço para o setor de etanol
A ORPLANA – Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil avalia de forma positiva a aprovação, pelo Congresso Nacional, do Projeto de Lei Complementar 114/2026, que contempla medidas voltadas ao mercado de combustíveis e ao setor de etanol. A entidade também reconhece a atuação da deputada federal Marussa Boldrin, relatora da matéria na Câmara dos Deputados, na construção e condução do texto. Entre as medidas previstas está a possibilidade de redução ou suspensão de tributos federais sobre combustíveis em cenários de forte alta dos preços internacionais do petróleo. O texto aprovado também estabelece mecanismos voltados ao etanol, com o objetivo de preservar a competitividade do biocombustível diante de eventuais alterações na tributação da gasolina. Para a ORPLANA, o avanço da proposta é especialmente relevante por considerar o papel estratégico do etanol na matriz energética brasileira e a importância de manter condições que assegurem sua competitividade. O combustível renovável tem participação fundamental na descarbonização do transporte e está diretamente relacionado a uma cadeia produtiva que começa no campo, com milhares de produtores de cana-de-açúcar.
Importância da vermifugação para proteger a produtividade dos rebanhos
Os parasitas estão entre os principais desafios sanitários da pecuária brasileira e são responsáveis por prejuízos estimados em cerca de R$ 70 bilhões por ano ao setor. Nesse contexto, agosto se torna um período estratégico para reforçar a conscientização sobre a importância da vermifugação dos bovinos pelo seu período de seca. Mais do que uma prática de rotina, o controle parasitário realizado no momento adequado é essencial para preservar a saúde do rebanho, reduzir perdas produtivas e aumentar a eficiência e a rentabilidade das propriedades. Embora muitas vezes passem despercebidas, as verminoses comprometem significativamente o desempenho dos animais, afetando o ganho de peso, a conversão alimentar, o desenvolvimento, a reprodução e, em consequência, os resultados da produção. Por isso, especialistas recomendam que a vermifugação integre um programa estratégico de controle parasitário baseado no ciclo dos parasitas, nas características da propriedade e em um planejamento sanitário contínuo ao longo do ano. Entre os métodos mais eficazes de controle das verminoses está o protocolo 5-8-11, desenvolvido pela Zoetis e validado por estudos da UFMS, que recomenda vermifugações em maio, agosto e novembro. Essa estratégia garante controle contínuo e redução da carga parasitária, sobretudo no mês de agosto, momento em que o estresse nutricional da seca se intensifica e a pressão parasitária aumenta consideravelmente. A vermifugação realizada em agosto tem como objetivo diminuir a carga parasitária dos animais durante a estação do meio da seca, reduzindo a pressão de infecção e contribuindo para um rebanho mais protegido nos meses seguintes. Quando associado a outras boas práticas de manejo, esse planejamento favorece ganhos consistentes em produtividade e eficiência.
Com dólar em baixa e matéria-prima, custo de importação da borracha recua
O preço de referência de importação da borracha natural fechou julho cotado a R$ 15,53 por quilo, registrando queda de 5,2% em comparação ao mês anterior. O recuo foi impulsionado, principalmente, pela desvalorização da matéria-prima no mercado internacional e pela leve baixa do dólar, além de custos de logística e frete em recuo. O preço referência de importação do produto baliza as negociações de compra e venda de borracha no país para o mês subsequente. O indicador é elaborado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA). As cotações dos contratos da borracha natural, que utilizam a Bolsa de Singapura como referência, fecharam julho com vencimento para agosto de 2026 valendo US$ 2,15/kg. O número representa uma retração de 5,5% em relação ao levantamento anterior, sendo o principal vetor para a redução do preço final. O dólar comercial também operou em queda no mês de julho, recuando 0,3%. A média da moeda norte-americana passou de R$ 5,13, em junho, para R$ 5,11, aliviando a pressão sobre os custos de importação do produto. O custo do frete marítimo internacional registrou queda de 0,8%, sinalizando uma acomodação e correção dos níveis considerados excepcionalmente elevados em junho.
Prazo para tornar-se associado da ABM 10 termina em 19 de agosto
Os interessados em participar da ABM Week 10 garantindo descontos na inscrição têm até 19 de agosto para se filiar à Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração. Após essa data, novas filiações, inclusive as de estudantes inscritos no ENEMET, não darão mais direito à redução no valor das inscrições para o evento, que será realizado entre os dias 8 e 10 de setembro, no Pro Magno Centro de Eventos, em São Paulo. Para os universitários das instituições que têm maior participação no Enemet e receberam cupom da ABM, a filiação até a data limite oferece a gratuidade para a participação no evento. Considerado o maior encontro técnico-científico e empresarial da América Latina voltado aos setores de mineração, metalurgia e materiais, a ABM Week 10 reunirá executivos, pesquisadores, especialistas, professores, estudantes e profissionais da indústria para debater os principais desafios e tendências que impactam o desenvolvimento do setor. Para quem não é associado, o ingresso para os três dias do evento tem o valor de R$ 3.200, enquanto a inscrição para cada um dos dois primeiros dias demanda o investimento de R$ 1.600. Já os associados da ABM pagam valores entre R$ 320, na categoria júnior, e R$ 2.240, na categoria titular, com acesso aos três dias de programação.
Exportações de biscoitos, massas e pães industrializados crescem 14% no semestre
As exportações brasileiras da Cesta Abimapi, monitorada pela Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados, alcançaram a marca de USD 137,2 milhões no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 14% em relação ao mesmo período de 2025. No mesmo intervalo, as importações somaram USD 108,9 milhões, indicando um aumento de cerca de 10%. Esse desempenho resultou na manutenção do crescente superávit da balança comercial do setor, que saltou de USD 21,1 milhões no primeiro semestre de 2025 para USD 28,3 milhões em 2026, alcançando um avanço de 34%. Todas as categorias da cesta registraram alta nas vendas ao mercado externo, com crescimento de 22% em massas alimentícias, 17% em pães e bolos industrializados, e 11% em biscoitos. “Os resultados da balança comercial setorial mantiveram um crescente superávit e os biscoitos continuam tracionando as exportações, representando 60% do total em valor das vendas no exterior da cesta, o que evidencia o incremento da presença internacional das nossas empresas”, avalia Rodrigo Iglesias, Diretor Internacional da Abimapi.