Tecnoshow 2026: Chavaglia cobra melhorias no Agro 

Rio Verde Rural  Rio Verde (GO)

A Tecnoshow 2026 teve seu início oficial hoje, 6, em Rio Verde (GO), consolidando-se como o epicentro da inovação tecnológica para o produtor. Durante a coletiva de abertura, Antonio Chavaglia, presidente do conselho de administração da cooperativa Comigo, destacou o papel da feira em “aliviar a pressão” que recai sobre o agronegócio brasileiro em um cenário global de incertezas econômicas e logísticas.

A feira, reconhecida por sua organização impecável, reúne este ano empresas de pesquisa e grandes nomes do setor. Segundo Chavaglia, o evento é o ambiente ideal para que o produtor tenha contato direto com as novas tecnologias agrícolas.

 “Queria agradecer os empresários que vieram para essa feira, locais e de longe. Estão vendo essas novas tecnologias trazidas por empresas de pesquisa, como o EMBRAPA, que apresentam novos cultivares e lançamentos essenciais para o campo”, afirmou o presidente.

A presença de autoridades, como o governador de Goiás, reforça o peso político e econômico da feira. Para a Comigo, a Tecnoshow 2026 não é apenas um balcão de negócios, mas uma vitrine de eficiência e suporte técnico ao produtor.

            Dourivan Cruvinel, presidente executivo da Comigo, reforçou que o foco da cooperativa é a sustentabilidade financeira do cooperado. Com a lavoura já implantada na região, o momento exige cautela e análise técnica.

 “O papel da cooperativa Comigo é orientar o produtor. Aquele que precisa, vamos incentivar e ajudar no crédito, mas não incentivaremos ninguém a comprar o que não é essencial para o dia a dia”, pontuou Dourivan Cruvinel. Essa visão estratégica visa proteger o setor produtivo de investimentos precipitados em um momento de juros e custos de insumos instáveis.Apesar do otimismo com a feira, o cenário externo preocupa as lideranças. O aumento nos custos de insumos e do petróleo, impulsionado por conflitos globais, reflete diretamente na margem de lucro das fazendas. Chavaglia foi enfático ao abordar a infraestrutura e a logística nacional:

  • Custos de Frete: O frete marítimo e o transporte interno continuam elevados.
  • Insumos: Dificuldade na entrega rápida e preços pressionados.
  • Refinarias: Crítica à dependência externa de derivados de petróleo e à desativação de indústrias de ureia no país.
  • Infraestrutura: Necessidade urgente de melhoria nas estradas estaduais para o escoamento da safra.

“A conta acaba fechando em vermelho muitas vezes. O que a gente faz é fazer as contas direito e tentar passar essa crise com muita responsabilidade”, alertou Chavaglia.

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