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Dia do Ovo: produção brasileira deve alcançar recorde de 64,8 bilhões de unidades em 2026

Com consumo acima de 300 unidades por habitante, setor avança no país e reforça o papel da saúde animal, da tecnologia e da biosseguridade para acompanhar a demanda

São Paulo, outubro de 2026 – Celebrado neste ano em 9 de outubro, o Dia Mundial do Ovo chega à sua 30ª edição destacando a importância de um dos alimentos mais presentes na rotina da população. Criada em 1996 e comemorada sempre na segunda sexta-feira de outubro, a data busca valorizar o papel do ovo na alimentação e dar visibilidade à cadeia responsável por sua produção1. No Brasil, a celebração acontece em um momento de expansão do setor: a produção nacional deve alcançar 64,8 bilhões de unidades em 2026, volume recorde e até 4,1% superior ao registrado no ano anterior, segundo projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)2. 

O consumo também deve atingir uma marca importante. A expectativa da ABPA é que o brasileiro consuma, em média, 301 ovos ao longo de 2026, alta de até 4,5%². O avanço ajuda a dimensionar o espaço conquistado pelo alimento e, ao mesmo tempo, o desafio de uma cadeia que precisa combinar produtividade, sanidade e eficiência para acompanhar a demanda. 

“O crescimento da produção e do consumo mostra a importância que o ovo conquistou na alimentação dos brasileiros e também reforça a responsabilidade de toda a cadeia produtiva. Para acompanhar essa evolução, precisamos continuar avançando em saúde animal, prevenção, biosseguridade, manejo e tecnologia. A saúde das aves é uma das bases para que elas possam expressar seu potencial produtivo e para que o produtor consiga manter a eficiência da granja”, afirma Josias Rodrigo Vogt, Gerente de Serviços Técnicos de Aves da Zoetis Brasil. 

A dimensão dessa produção também chama atenção quando traduzida para o dia a dia. Caso a projeção anual se confirme, os 64,8 bilhões de ovos equivalem a uma média de aproximadamente 177,5 milhões de unidades produzidas por dia ou mais de 2 mil ovos por segundo3. 

Por trás desse volume existe uma cadeia altamente especializada. Genética, nutrição, ambiência, manejo, saúde animal e biosseguridade fazem parte de uma produção na qual diferentes fatores precisam funcionar de maneira integrada. A prevenção e o controle sanitário são especialmente importantes para reduzir riscos à saúde dos lotes e contribuir para a continuidade da produção. Em 2026, a própria ABPA reforçou a necessidade da manutenção permanente das medidas de prevenção e controle sanitário nas granjas como parte da proteção e da expansão da avicultura brasileira². 

Ao mesmo tempo, o mercado vem se diversificando. Além dos tradicionais ovos brancos e vermelhos, o consumidor encontra produtos de tonalidades azuladas, caipiras, orgânicos, provenientes de diferentes sistemas de criação e enriquecidos, como os ovos com ômega. A cadeia também oferece produtos processados, incluindo ovos líquidos e em pó. As diferentes denominações estão relacionadas às características do sistema de criação, à composição ou ao processamento e devem observar as respectivas regras de produção e rotulagem4. 

Mesmo tão presente no cotidiano, o ovo e sua produção ainda despertam algumas curiosidades: 

  1. Ovo branco e vermelho têm diferença nutricional?

A cor da casca está relacionada principalmente à linhagem ou raça da galinha. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), os ovos convencionais brancos e vermelhos apresentam a mesma composição nutricional, portanto a tonalidade da casca, por si só, não significa que um seja mais nutritivo que o outro⁴. 

  1. De onde vêm os ovos azulados?

A genética também ajuda a explicar as diferentes tonalidades encontradas nas cascas. Algumas raças de galinhas produzem naturalmente ovos azulados, ampliando a variedade disponível no mercado⁴. 

  1. O que existe por trás da produção de bilhões de ovos?

A produção comercial envolve diferentes áreas trabalhando de maneira integrada. Genética, alimentação adequada, condições ambientais, manejo, prevenção de doenças e cuidados com a saúde das aves estão entre os fatores relacionados à eficiência das granjas. 

  1. A saúde das aves pode interferir na produção?

Sim. Algumas enfermidades podem comprometer o desempenho das poedeiras e provocar impactos tanto na quantidade quanto na qualidade dos ovos. Por isso, medidas de biosseguridade, programas de vacinação, monitoramento e manejo sanitário fazem parte da rotina das granjas e ajudam a proteger os lotes. 

  1. Biosseguridade só é necessária quando existe uma doença circulando?

Não. A biosseguridade tem caráter preventivo e deve fazer parte permanentemente da rotina produtiva. Medidas de prevenção e controle sanitário ajudam a reduzir o risco de entrada e disseminação de agentes infecciosos e são parte importante da proteção da avicultura. 

Para a Zoetis, acompanhar a expansão da produção de ovos significa também apoiar médicos-veterinários e produtores diante dos desafios sanitários que fazem parte da rotina da avicultura. Por meio de soluções, inovação e conhecimento técnico, a companhia contribui para estratégias de prevenção voltadas à saúde das aves e à eficiência produtiva. 

“Quando olhamos para os bilhões de ovos produzidos no país, é importante lembrar que cada unidade é resultado de uma cadeia que envolve pessoas, conhecimento, ciência e tecnologia. O cuidado começa muito antes de o ovo chegar à mesa do consumidor. Celebrar o Dia Mundial do Ovo é também reconhecer o trabalho de quem está no campo e reforçar a importância da prevenção e da saúde animal para que a avicultura brasileira continue avançando com eficiência”, conclui Josias. 

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