Goiás lidera em valor da construção civil no Centro-Oeste

Wandell Seixas
Goiás se consolidou como o principal polo da indústria da construção no Centro-Oeste, alcançando o expressivo marco de R$ 15,9 bilhões em valor de incorporações, obras e serviços da construção gerados em 2024. O resultado, revelado pela Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC) para empresas com cinco ou mais pessoas ocupadas, coloca o Estado na liderança absoluta da região, evidenciando a capacidade produtiva do mercado construtor goiano. Isto se deve muito também ao maior desempenho da cadeia do agronegócio.
Para dimensionar o peso dessa liderança, o valor gerado pela construção civil em Goiás supera com boa vantagem o desempenho dos demais estados da região. O Distrito Federal, que ocupa a segunda posição regional no indicador, registrou R$ 10,2 bilhões, seguido por Mato Grosso, com R$ 9,7 bilhões, e Mato Grosso do Sul (R$ 6,5 bilhões).
A pesquisa revela que o Estado abriga 2.741 empresas de construção civil atuantes, considerando o recorte de companhias com cinco ou mais pessoas ocupadas. Esse contingente garante a liderança goiana no CO, demonstrando o peso do setor construtivo goiano.
A supremacia goiana em volume de construtoras fica ainda mais clara ao se observar o cenário dos estados vizinhos. Mato Grosso, que aparece na segunda colocação regional, conta com 1.547 empresas atuantes, seguido de perto pelo Distrito Federal, com 1.434, e por Mato Grosso do Sul, com 996 companhias do mesmo porte.
O mercado da construção civil goiano apresenta dominância no Centro-Oeste, mas também garante seu espaço de peso entre os 10 maiores do país. Segundo a Pesquisa Anual da Indústria da Construção, Goiás ocupa o 8º lugar no ranking nacional de volume de empresas atuantes, com 2.741 companhias em operação. Neste indicador, o pódio nacional é formado por São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.
O protagonismo goiano na construção civil do Centro-Oeste também se reflete diretamente na absorção de mão de obra. Segundo os dados da Pesquisa focados em empresas com cinco ou mais pessoas ocupadas, o Estado empregava 68.982 trabalhadores no setor em 31 de dezembro. Esse contingente coloca Goiás na liderança isolada do total de empregos na região, superando com ampla margem o Distrito Federal, que registrou 47.746 ocupados, além de Mato Grosso (38.149) e Mato Grosso do Sul (24.643).
Em sintonia com o alto volume de postos de trabalho, o mercado goiano também ostenta a maior massa salarial da região. Ao longo de 2024, as construtoras injetaram R$ 2,72 bilhões na economia por meio do pagamento de salários, retiradas e outras remunerações. O montante financeiro gerado em Goiás fica expressivamente à frente dos valores distribuídos no Distrito Federal (R$ 1,72 bilhão), em Mato Grosso (R$ 1,52 bilhão) e em Mato Grosso do Sul (R$ 1,07 bilhão), reforçando o impacto econômico da construção civil para a geração de renda no estado.
O Estado figura na 9ª posição do Brasil em valor gerado por incorporações, obras e serviços (R$ 15,9 bilhões), em salários, retiradas e outras remunerações (R$ 2,72 bilhões) e também nos custos de obras e/ou serviços do setor (R$ 5,55 bilhões). Nestas três frentes financeiras, a liderança do país fica com São Paulo e Minas Gerais (1º e 2º lugares), com o terceiro posto sendo ocupado pelo Rio de Janeiro no valor de obras e massa salarial, e pelo Paraná no quesito custos. Por fim, na absorção de mão de obra, o mercado goiano fecha a lista dos dez maiores, ocupando o 10º lugar nacional com quase 69 mil trabalhadores ocupados em 31/12, em um ranking liderado novamente por São Paulo, Minas e Rio.