Saindo do Forno
13/07/2026/Segunda
Instituto de Zootecnia celebra 121 anos de pesquisa e inovação
A comemoração dos 121 anos do Instituto de Zootecnia, vinculado à Secretaria de Agricultura de São Paulo, acontece nesta quarta, 15, em Nova Odessa. A cerimônia será marcada pelo lançamento do livro IZ 120 anos – Um legado de Conhecimento e Desenvolvimento, que mostra a trajetória do Instituto na busca e construção de conhecimento científico e inovações tecnológicas na zootecnia. Entre os destaques do livro está a história do Programa de Melhoramento Genético do Nelore e Caracu, implementado em 1980, que continua impulsionando a produção de bovinos de corte no Brasil e em outros países da América Latina. Também é abordada a formação do Banco Ativo de Germoplasma de Plantas Forrageiras, que reúne 286 amostras de gramíneas e 1.585 de leguminosas forrageiras, tendo sido constituída desde a década de 1970 e a criação do Centro de Pecuária Sustentável, com a missão de desenvolvimento, validação e transferência de tecnologias voltadas à promoção de sistemas de produção pecuária sustentáveis, eficientes e alinhados aos compromissos nacionais e internacionais de mitigação das mudanças climáticas. A obra relata ainda os impactos das pesquisas e ações voltadas à qualidade do leite.
Piracanjuba e Cacau Show lançam linha de bebidas inspirada em laCreme
Piracanjuba e Cacau Show anunciam uma collab inédita para o lançamento de uma linha de bebidas inspirada em laCreme. A novidade chega ao mercado nos sabores laCreme Ao Leite e laCreme Gold, chocolate branco caramelizado, ampliando a presença da marca em uma nova categoria de consumo. Desenvolvidas pela Piracanjuba, as bebidas chegam em embalagens de 250 ml e apostam em textura encorpada e intensidade de sabor. A proposta é transferir para o formato pronto para beber a experiência sensorial já conhecida pelos consumidores da marca de chocolate. Com mais de 100 milhões de produtos comercializados anualmente, laCreme é a marca mais vendida da Cacau Show. Presente em categorias como trufas, tabletes, ovos de Páscoa e panetones, se tornou uma das principais plataformas da companhia para o desenvolvimento de novos produtos e experiências. O desenvolvimento, a produção e a distribuição das bebidas serão conduzidos pela Piracanjuba, responsável por toda a operação industrial e comercial da novidade. Os produtos começam a chegar ao mês de junho aos principais canais de varejo do país e na sequência, em julho, também nas lojas da Cacau Show.
Festa do Peão de Barretos inicia venda antecipada de estacionamento
A 71ª edição da Festa do Peão de Barretos deu inicio a venda antecipada do estacionamento oficial do Parque do Peão. Pelo segundo ano consecutivo, o evento contará com o sistema automatizado, tecnologia que agiliza o acesso dos visitantes por meio da leitura automática das placas dos veículos. Disponível para dispositivos Android e iOS, o aplicativo “Unipark Cliente” oferece uma experiência simples e rápida. Após baixar o app, o usuário deve cadastrar os dados do veículo, como placa, modelo e marca. Em seguida, basta selecionar os dias desejados da festa, concluir o pagamento e aguardar a confirmação da compra. Com o cadastro feito, o sistema identifica automaticamente a placa do veículo na entrada do estacionamento e libera a cancela de forma prática, reduzindo filas e o tempo de espera. Além da compra antecipada pelo aplicativo, os visitantes poderão acessar o estacionamento oficial com as tags da ConectCar e do Sem Parar. Segundo o presidente de Os Independentes, Jeronimo Luiz Muzeti, a recomendação é que os visitantes realizem a compra antecipada para aproveitar todos os benefícios da tecnologia. A 71ª Festa do Peão de Barretos acontece de 20 a 30 de agosto, no Parque do Peão, um complexo com mais de dois milhões de metros quadrados com infraestrutura completa que fica ativo 24 horas durante o evento.
Brasil registra aumento de 83% nas exportações de arroz no primeiro semestre
O setor orizícola brasileiro segue em ritmo de retomada das exportações. No primeiro semestre foi enviado a outros países 1,1 milhão de toneladas de arroz (base casca), um aumento de 83% em volume na comparação com o mesmo período de 2025. Já a receita cresceu em 35%, chegando a US$ 266 milhões. Venezuela e Senegal lideraram as compras de arroz brasileiro no semestre. O levantamento é divulgado periodicamente pela Abiarroz, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. De acordo com a gerente de Exportação da Abiarroz, Beatriz Sartori, o aumento expressivo no volume de exportações se justifica pelo reabastecimento dos estoques, que estavam baixos em 2025 em razão das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul no ano anterior. Considerando especificamente o segundo trimestre, o saldo também foi positivo em relação ao mesmo período de 2025: de abril a junho, foram enviadas a outros países 433,6 mil toneladas de arroz (base casca), frente a 326,7 mil toneladas embarcadas no ano passado — aumento de 32,7%. Já a receita cresceu 15,5% no período, fechando em US$ 108,6 milhões.
Simpósio de Saúde do solo reúne referências nacionais e internacionais em Goiânia
A saúde do solo deixou de ser apenas um conceito ligado à conservação ambiental para se tornar um dos principais pilares da competitividade da agricultura brasileira. A crescente necessidade de produzir mais em áreas já consolidadas, reduzir custos e aumentar a resiliência das lavouras diante das mudanças climáticas, será discutida por especialistas do Brasil e do exterior estarão reunidos em Goiânia (GO), nos dias 5 e 6 de agosto, durante o Simpósio Brasileiro de Saúde do Solo. Promovido pela Agroadvance, do setor para discutir as bases científicas e as aplicações práticas da saúde do solo em sistemas agrícolas tropicais. A programação contempla desde conceitos fundamentais até tecnologias, indicadores biológicos, fertilidade, física do solo, microbiologia e experiências de campo que demonstram os ganhos econômicos e agronômicos proporcionados por práticas regenerativas. Entre os destaques da programação está o professor Maurício Roberto Cherubin (ESALQ/USP), referência internacional em saúde do solo e agricultura regenerativa, que abordará o protagonismo do Brasil no desenvolvimento de sistemas agrícolas promotores da saúde do solo em ambientes tropicais.
Arco orienta produtores a reforçarem manejo de cordeiros
Os meses de julho, agosto e setembro, período de maior concentração de nascimentos de cordeiros nos rebanhos comerciais do Sul do Rio Grande do Sul, deverão exigir atenção redobrada dos ovinocultores neste ano. A previsão de intensificação do fenômeno El Niño, com aumento do volume de chuvas, somada às baixas temperaturas típicas do inverno, pode elevar os índices de mortalidade de animais recém-nascidos. O inspetor técnico da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), Frederico Rott, explica que a principal preocupação está relacionada ao chamado complexo exposição-inanição, considerado a principal causa de mortalidade de cordeiros nas primeiras horas de vida. “O cordeiro passa de uma temperatura corporal em torno de 39 graus, no ventre da mãe, para uma temperatura ambiente próxima de zero e, muitas vezes, negativa. Quando isso se soma à chuva, a perda de calor é ainda maior”, explica Rott. Segundo ele, a dificuldade para manter a temperatura corporal compromete a capacidade do animal de levantar, buscar o úbere da ovelha e ingerir o colostro, etapa fundamental para fornecer energia e permitir a produção de calor. A condição nutricional das matrizes no terço final da gestação também influencia diretamente na sobrevivência dos cordeiros.
Condenações de carcaça: as principais causas de prejuízos na avicultura
As condenações de carcaça, sejam parciais ou totais, estão entre as principais causas de perdas econômicas na avicultura de corte brasileira e podem representar prejuízos da ordem de R$ 3 bilhões por ano. “Considerando que a taxa anual de condenações gira em torno de 2% a 3%, decorrente de lesões, fraturas, hematomas, contaminações e mortalidade, estima-se que, em 2025, aproximadamente 200 milhões de aves tenham sofrido condenações totais ou parciais. Isso considerando que o Brasil abateu cerca de 6,69 bilhões de frangos no período”, informa Eliane Horning, médica-veterinária da Auster Nutrição Animal. De caráter multifatorial, as condenações estão associadas principalmente à ocorrência de enfermidades, falhas no manejo nutricional, inadequações na ambiência, deficiência no bem-estar animal e problemas durante o manejo pré-abate. Um dos pilares para a obtenção de carcaças de qualidade é a manutenção da saúde intestinal das aves, responsável pela absorção de nutrientes, fortalecer a resposta imunológica e preservar a integridade da mucosa intestinal.
Exportações de carne do Tocantins atingem US$ 633 milhões e batem recordes
A cadeia da pecuária de corte no Tocantins alcançou a marca de US$ 633 milhões em exportações, consolidando um novo patamar de embarques no mercado global. O volume financeiro equivale a 21,1% do faturamento total do comércio exterior do Estado, posicionando a proteína animal como o segundo item mais exportado, atrás apenas do complexo soja. Segundo dados do sistema Comex Stat, o início de 2026 manteve a tendência de alta: janeiro registrou o recorde histórico para o período, com US$ 119,5 milhões em vendas globais, sendo US$ 37,3 milhões faturados especificamente pelo segmento de carnes. A expansão dos embarques foi impulsionada pela conquista do reconhecimento do Tocantins como zona livre de febre aftosa sem vacinação junto à Omsa. O novo status sanitário permitiu a abertura e ampliação de mercados na Europa e América do Norte. A carteira de compradores é liderada pela China, que absorve 55,6% do volume exportado. O ranking dos principais destinos conta ainda com a Espanha (5,7%), Canadá (4,5%), Egito (3,8%) e Índia (3,4%), além de vendas para os Estados Unidos, Suíça e países do Oriente Médio.
Por que o pós-colheita virou a nova fronteira de competitividade do agronegócio
O agronegócio brasileiro viveu uma revolução tecnológica dentro da porteira nas últimas décadas. GPS, agricultura de precisão, drones, sensores e softwares de gestão transformaram a forma como o produtor planta, monitora e colhe. Agora, uma nova fronteira de competitividade começa a ganhar espaço: o que acontece com o grão depois que ele sai do campo. Com margens mais apertadas e mercados cada vez mais exigentes, etapas como secagem, armazenagem e monitoramento da umidade passaram a influenciar diretamente a rentabilidade da safra. Ainda assim, parte do setor segue tratando o pós-colheita como uma atividade operacional, e não estratégica. Segundo a Motomco, empresa especializada em tecnologia para monitoramento de umidade e qualidade de grãos, aproximadamente 58,3% dos descontos aplicados na recepção da soja estão relacionados ao excesso de umidade, um parâmetro que pode ser acompanhado e gerenciado pelo produtor antes mesmo da entrega da carga. Na Região Sul, 63,5% das cargas de soja são recebidas com teores entre 12% e 15% de umidade, próximos ao padrão de referência de 14%. Já no Centro-Oeste, onde a colheita frequentemente coincide com o período chuvoso, 48,3% das cargas chegam às unidades armazenadoras com umidade superior a 17,8%.
Corte no seguro rural pode ampliar exposição financeira de
O corte de R$ 56,3 milhões no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural reforça a necessidade de planejamento na proteção das propriedades rurais. A medida ocorre após bloqueio anterior de aproximadamente R$ 461,7 milhões no orçamento da política em 2026, em um momento de maior atenção do setor à contratação de crédito e seguro rural. A instabilidade orçamentária do PSR acontece em um cenário de retração da proteção securitária no campo. Segundo nota técnica do Observatório do Crédito e do Seguro Rural, do Centro de Estudos em Agronegócios da FGV Agro, a área segurada no país caiu de 13,45 milhões de hectares em 2021 para cerca de 3,2 milhões de hectares em 2025. O levantamento também aponta que seriam necessários cerca de R$ 2,37 bilhões em subvenção para recuperar, em 2026, o nível de cobertura observado em 2021. Embora o debate esteja concentrado no acesso ao seguro rural subvencionado, Clara Mendes, Head de Seguros da Agree, fintech especializada em soluções financeiras para o agronegócio, avalia que o cenário também exige uma revisão da estratégia de proteção adotada nas propriedades, incluindo a adequação das coberturas já contratadas e a exposição patrimonial da operação. Para a executiva, o produtor precisa olhar para o seguro rural como parte da gestão de risco do negócio.
Prêmio Mulheres do Agro abre votação popular na categoria Ciência e Pesquisa
Estão abertas, de 8 a 22, as votações para a categoria “Ciência e Pesquisa” da 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro, realizado pela Bayer em parceria com a ABAG. Pelo site oficial da premiação, é possível conhecer as trajetórias das três finalistas e registrar o voto na iniciativa que mais se destaca pela criação de soluções de relevância direta para o avanço social, sustentabilidade e gestão no campo. As concorrentes desta etapa foram inicialmente indicadas pela própria comunidade, incluindo alunos, colegas de trabalho e instituições de ensino. Após essa fase, a jornada das candidatas e o alcance de suas pesquisas dentro e fora do setor agrícola foram avaliados por uma banca de especialistas, responsável por definir as finalistas que agora seguem para a etapa de votação popular. O apoio ao desenvolvimento científico integra o compromisso contínuo da Bayer com a inovação e a diversidade. A divisão agrícola da companhia investe anualmente cerca de dois bilhões de euros em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) globalmente para promover iniciativas inovadoras que unem produtividade e preservação ambiental.