Técnico de geologia troca capacete por lança cenográfica para manter tradição centenária das Cavalhadas em Goiás

Colaborador da Aura concilia a rotina na mineração com a participação em uma das principais manifestações culturais do estado; outras pessoas da empresa também integram a celebração
Crixás (GO), julho de 2026 – Durante boa parte do ano, Fabrício Marinho percorre a unidade Serra Grande da Aura, em Crixás (GO), com um olhar treinado para a precisão técnica da geologia. Mas, quando chega o período das Cavalhadas, as rochas e o capacete dão lugar ao chapéu de penas e plumas, o uniforme é substituído pelo traje e a rotina técnica abre espaço para um papel que atravessa gerações: o de cavaleiro de uma das manifestações culturais mais tradicionais de Goiás.
Durante boa parte do ano, Fabrício Marinho acompanha a rotina da mineração na unidade Serra Grande da Aura, em Crixás (GO). Como técnico de Geologia, é responsável pela equipe de amostragem das minas subterrânea e a céu aberto, analisando formações rochosas e realizando marcações que orientam o avanço da lavra. Quando chega o período das Cavalhadas, porém, o capacete dá lugar aos adereços vermelhos, o uniforme é substituído pelo traje e cavalo e a rotina técnica abre espaço para outra missão: preservar uma das mais tradicionais manifestações culturais de Goiás.
Participante das Cavalhadas desde 2008 e escolhido para interpretar o Rei dos Mouros desde 2013, Fabrício faz parte de uma tradição que mobiliza gerações em Crixás. Integrante do Circuito das Cavalhadas de Goiás, a celebração reúne moradores e visitantes em torno da encenação inspirada nas batalhas entre mouros e cristãos e ocupa lugar central na identidade cultural do município.
“Quando termina o expediente, volto para casa para viver uma tradição que faz parte da minha família e da história da nossa comunidade. É um compromisso que atravessa gerações”, afirma.
Como as apresentações deste ano ocorreram em período diferente do habitual, Fabrício precisou conciliar os compromissos profissionais e os ensaios. A participação na apresentação principal foi possível graças ao planejamento das atividades e ao compromisso da empresa em incentivar e valorizar as manifestações culturais que integram a história e a identidade da comunidade.
Mais do que uma celebração concentrada em junho, as Cavalhadas mantêm atividades ao longo do ano, como o tradicional Encontro das Coroas, realizado em diferentes cidades goianas. Sempre que a escala de trabalho permite, Fabrício participa desses encontros, reforçando um compromisso que ultrapassa o calendário oficial da festa.
“O que mais me emociona é ver as crianças assistindo. Muitas delas sonham em estar ali um dia. É assim que a tradição continua.”
Fabrício não está sozinho. Atualmente, outros sete colaboradores da Aura também participam diretamente das Cavalhadas de Crixás como cavaleiros, além de um integrante que atua na organização do Castelo Mouro. A presença deles reforça a relação histórica entre a manifestação cultural e a comunidade local.
É justamente essa conexão que orienta o apoio da Aura à celebração. Neste ano, a empresa patrocinou o tradicional jantar de encerramento das Cavalhadas, que reuniu cerca de 320 participantes e contou exclusivamente com fornecedores locais de Crixás, contribuindo para movimentar a economia do município.
“A maior parte do nosso time vive em Crixás e compartilha dessas tradições. Apoiar as Cavalhadas é reconhecer uma manifestação que faz parte da história da cidade e também da vida de muitos colaboradores”, afirma Bruno Bretas, especialista em Relacionamento com a Comunidade da Aura.
Além das Cavalhadas, a empresa apoia outras manifestações culturais da região, como a Folia do Divino e o Festival Gastronômico do Pequi, buscando contribuir para a valorização do patrimônio cultural e para o fortalecimento das comunidades onde atua.
Sobre a Aura
A Aura é uma empresa focada no desenvolvimento e operação de projetos de ouro e metais básicos nas Américas. A Companhia possui seis minas em operação, incluindo a mina de ouro Minosa, em Honduras; as minas de ouro Apoena, Almas, Borborema e Mineração Serra Grande, no Brasil; e a mina de cobre-ouro-prata Aranzazu, no México. Além disso, a Companhia possui Era Dorada, um projeto de ouro na Guatemala, e dois projetos no Brasil: Matupá, em desenvolvimento, e o projeto de cobre Carajás, na fase de exploração.