Saindo do Forno

02/10/2026/Sexta
Produção de energia será um dos principais gargalos para o futuro
O desafio energético das próximas décadas não será escolher uma fonte em detrimento de outra, mas produzir energia suficiente para sustentar o crescimento econômico e tecnológico, com todas as fontes disponíveis sendo utilizadas. A avaliação é do piloto Lucas di Grassi, campeão mundial de Fórmula E, que participou nesta quinta-feira, 2, de um bate-papo no Gaffff, no Nubank Parque, em São Paulo, que contou com a participação de Rafael Furlanetti, sócio-diretor institucional da XP, Inc., e Guilherme Nastari, diretor de Comunicações e Eventos da Datagro. Para di Grassi, o termo “transição energética” já não traduz o tamanho do desafio. “O que a gente tem que falar agora é de expansão energética”, afirma. Segundo ele, etanol, energia solar, gás, nuclear e outras fontes serão necessárias simultaneamente para atender à demanda futura. “O nosso gargalo de expansão da espécie humana é a produção energética”, diz o piloto, que correu por 12 anos na Fórmula E pela Audi. A expansão da oferta de energia também está diretamente ligada ao futuro da mobilidade. Di Grassi destaca o avanço dos veículos elétricos e considera que a escolha da tecnologia deve levar em conta a rotina de cada consumidor.
SIC 2026 abre celebrações dos 300 anos do café no Brasil e debate agenda global
A Semana Internacional do Café 2026 (SIC 2026) abre, em novembro, o ciclo oficial das celebrações dos 300 anos da introdução do café no Brasil, marco que será comemorado em 2027. De 11 a 13 de novembro, em Belo Horizonte, o evento reunirá produtores, pesquisadores, empresas, compradores e instituições para discutir temas que estão definindo o futuro do setor, como mudanças climáticas, competitividade, ciência, tecnologia, inteligência artificial, novas regulações e acesso a mercados. Com o tema “Às vésperas dos 300 anos do café no Brasil: construindo a próxima agenda global”, a SIC 2026 terá uma programação voltada a questões como produção e sustentabilidade, inovação, genética, biotecnologia, digitalização, novas oportunidades de geração de renda para o produtor e as transformações que já impactam o mercado mundial. O ciclo de celebrações iniciado nesta edição será encerrado na SIC 2027, ano em que serão completados os três séculos da introdução do café no país.
Tabaco e diversificação movimentam R$ 23,2 bilhões nas produtoras
O programa Tabaco é Agro: Diversificação das Propriedades, de incentivo à diversificação de culturas e de renda, traz resultados robustos e demonstra que os produtores são, de fato, diversificados. Os dados divulgados pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) mostram que os 136 mil produtores de tabaco da safra 2025/2026 obtiveram R$ 5,56 bilhões com produtos agrícolas além do tabaco, o que representa 24% da renda das propriedades. A criação animal e os produtos granjeiros, por sua vez, geraram R$ 4,78 bilhões aos produtores, o que representa 20,6% da renda das propriedades. O tabaco continua sendo a cultura mais rentável, representando 55,4% dos ganhos totais, que ultrapassaram R$ 12,8 bilhões na safra 2025/2026, e ocupando 20,3% da área das propriedades. A renda total dos produtores na última safra foi de R$ 23,2 bilhões, demonstrando que a diversificação é uma realidade nas propriedades, que têm, em média, 14,71 hectares. Os principais cultivos presentes, além do tabaco, são pastagens (17,3%), soja (16,1%) e milho (10,5%), além de mata com fins energéticos (8,3%). Já a mata nativa ocupa, em média, 14,8% das propriedades.
Óculos Meta pode reduzir em até 80% o custo de pós-obra das construtoras
Uma conta pouco visível para quem compra um apartamento, pode consumir milhões de reais das construtoras depois que a obra termina. O pós-obra, período em que entram chamados de assistência, correções e reparos nas unidades entregues, representa em média cerca de 5% do valor de construção de um empreendimento. É nesse custo que a ConstruCode, construtech presente em seis das dez maiores construtoras do país, está avançando com o uso de evidências capturadas automaticamente por meio do uso dos Óculos Meta integrado ao seu módulo de vistorias guiadas, o Vistora. A empresa desenvolveu um modelo de inspeção que combina dados acumulados de centenas de milhares de ocorrências em obras com óculos inteligentes para padronizar a inspeção dos imóveis antes da entrega das chaves aos moradores. Nos primeiros resultados reais apresentados pela companhia, a redução dos custos relacionados ao pós-obra ficou entre 40% e 60%, chegando a 80% em alguns casos. Batizada de Vision, a tecnologia transforma uma atividade ainda bastante dependente da experiência individual do vistoriador em um processo totalmente guiado por dados. Durante a inspeção, os óculos conduzem por áudio o profissional pelo imóvel e à cada ponto de verificação, as patologias mais recorrentes do item vistoriado tem sua ocorrência questionada, possibilitando assim um olhar padronizado sobre as falhas e os seus registros fotográficos para a geração de relatórios automáticos.
BC lança regras que ampliam transparência sobre riscos sociais, ambientais e climáticos
“O ponto mais importante quando falamos em gestão de riscos é entender que o risco raramente aparece de forma isolada. Um problema de crédito pode gerar um problema de liquidez; um problema operacional pode se transformar em um problema reputacional; e um evento climático pode produzir impactos financeiros. Por isso, a maturidade de uma organização não está apenas na quantidade de controles que ela possui, mas na capacidade de integrar riscos, informações e decisões. Existe uma diferença importante entre ter uma estrutura de gerenciamento de riscos e efetivamente ter capacidade de gestão de riscos. A primeira pode ser medida pela existência de políticas, comitês, controles e responsabilidades. A segunda aparece quando essas estruturas conseguem conversar entre si e influenciar a tomada de decisão antes que o risco se materialize”, afirma Daniel Lança, sócio-diretor de gestão de riscos do Pironti+Moura.
Empresas terão de decidir sobre 2027 antes de conhecer alíquota da CBS
Micro e pequenas empresas que precisam definir seu enquadramento tributário para 2027 ganharam alguns dias para tomar uma decisão, mas ainda enfrentarão uma incerteza relevante: a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) ainda não estará definida quando parte dessas escolhas precisar ser feita. A mudança foi estabelecida pela Resolução CGSN nº 194/2026, publicada em 28 de setembro, que alterou os prazos previstos para o Simples Nacional e para a opção pelo regime regular de IBS e CBS. Pelo novo calendário, a opção pelo Simples Nacional para 2027 poderá ser realizada até 15 de outubro. Já as empresas que desejarem optar pelo recolhimento do IBS e da CBS pelo regime regular terão até 30 de outubro para registrar a escolha. O prazo para regularizar pendências que impeçam o ingresso no Simples também foi fixado em 30 de outubro. Para Walter Teixeira dos Santos Jr., cofundador da NTW Franquia Contábil e da Tutoreanos Franquia de Negócios, a alteração muda a janela de planejamento das empresas e exige atenção redobrada dos empresários. O ponto de maior atenção, porém, está no fato de que parte dessas decisões será tomada antes da definição da alíquota de referência da CBS. O Tribunal de Contas da União tem até 30 de outubro para encaminhar ao Senado os cálculos relacionados à alíquota de referência, enquanto a previsão é que o Senado fixe o percentual até 15 de dezembro.