Saindo do Forno

20/10/2026/Terça
Custos de produção e preços no comércio lojista criam embaraços
O presidente do Sindicato Rural de Montividiu, Jonny Chaparini, concedeu entrevista a Leonardo Freitas, comunicador do agro, esclarecendo sobre custos de produção. A pergunta seria porque o produtor não reajusta os preços da soja em decorrência dos aumentos dos insumos básicos. O dirigente sindical explicou que o agropecuarista não define os preços dos alimentos na prateleira do supermercado ou de outros estabelecimentos do gênero. É, na realidade, o mercado quem dita os preços. Se a procura cresce, a tendência natural é de reajuste. Hoje, na prática, o produtor sente no bolso a alta nos preços dos insumos básicos. O comércio age dentro desse comportamento. É bom que se diga que essas regras seguirem o regime capitalista e democrático. Numa ditadura, os organismos de abastecimento e preços ditam as regras.
NAPecan reúne cadeia da noz-pecã após safra de recuperação
No dia da celebração do 8º aniversário do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), foi realizada a apresentação para imprensa do III Encontro Nacional da Pecanicultura. O evento será realizado nos dias 12 e 13 de novembro, na Fundação Casa das Artes, em Bento Gonçalves (RS). A vice-presidente do IBPecan, Maria Teresa De Carli, citou a realização dos primeiros encontros nas cidades de Encruzilhada do Sul e Cachoeira do Sul. Integrante do grupo de produtores que fundaram o IBPecan, oito anos atrás, Maria Teresa ressalta a importância da integração dos produtores de noz-pecã para troca de conhecimento e busca por políticas públicas para o setor. “Esse encontro, do ENaPecan e da Abertura Oficial da Colheita é o momento de trazer o produtor, a agroindústria, toda a cadeia em si, para que as pessoas conheçam, porque senão cada um fica no seu mundinho lá e você não consegue trocar. E é esse network que vai fazer funcionar”, disse.
Fungicida chega ao mercado para controle de ferrugem e outras doenças da soja
A Sipcam Nichino Brasil acaba de colocar no mercado seu novo fungicida de marca Cortina® Gold. Recomendado para controle de ferrugem asiática e de outras doenças da soja. Trata-se da primeira mistura pronta do mercado reunindo os ingredientes ativos protioconazole e clorotalonil. Antes de chegar às lavouras, a nova solução recebeu a chancela de consultorias de renome do país, do Rio Grande do Sul ao Mato Grosso até o Oeste Baiano. De acordo com o pesquisador da consultoria Multcrop, Carlos Eduardo Valente, engenheiro agrônomo e coordenador de fitopatologia, no balanço dos ensaios observados pela empresa a mistura pronta entregou resultados robustos. Em termos de produtividade, por exemplo, ele assinala, foram registrados ganhos de até 12 sacas de soja por hectare em comparação ao tratamento sem aplicação de fungicida nos Ensaios de Rede.
BB anuncia Cofrinho de Proventos para investidores de renda variável
O Banco do Brasil anunciou ontem o Cofrinho de Proventos, nova funcionalidade destinada a clientes que investem em renda variável. A solução estará disponível a todos os investidores do BB a partir do dia 26 de outubro e direciona automaticamente os proventos recebidos para cofrinhos escolhidos pelo próprio cliente, facilitando a organização e o acompanhamento desses recursos. Evolução do Cofrinho BB, a funcionalidade permite que o cliente crie, pelo App Investimentos BB, um ou mais cofrinhos e escolha quais ativos ficarão vinculados a cada um deles. Quando houver o pagamento de um provento elegível, o valor será direcionado automaticamente para o cofrinho correspondente, sem a necessidade de movimentação manual a cada recebimento. A solução contempla dividendos, Juros sobre Capital Próprio, rendimentos de fundos imobiliários e outros proventos elegíveis provenientes de investimentos em renda variável. Criado especificamente para essa finalidade, o Cofrinho de Proventos recebe apenas os valores gerados pelos ativos vinculados, sem aportes adicionais da conta corrente. Os recursos direcionados ao Cofrinho de Proventos são aplicados no fundo BB Renda Fixa Simples Reserva – RL, o mesmo utilizado pelo Cofrinho BB, com liquidez diária.
Produtor que utiliza Heringer conquista Concurso de Qualidade de Café Conilon

A qualidade do café conilon produzido no extremo norte do Espírito Santo ganhou mais um destaque na 7ª edição do Concurso de Qualidade de Café Conilon de Pinheiros. Com 83,83 pontos, Ygor de Souza Gonçalves, de São João do Sobrado (ES), conquistou o primeiro lugar da competição pelo terceiro ano. De uma família que há gerações trabalha com agricultura, Ygor conduz atualmente uma área de sete hectares de café ao lado da mãe, Ilca Lélia. Para ele, a recorrência do resultado está diretamente relacionada ao cuidado com todas as etapas da produção, desde a preparação da lavoura até os procedimentos realizados após a colheita. “Para garantir altas produtividades e qualidade, é necessário fornecer os nutrientes no momento e na quantidade correta, aliado a boas práticas culturais. A gente precisa olhar para o que pode ser feito antes da colheita, como a seleção de clones, a adubação e o manejo, e também para o que acontece depois”, explica o produtor. Na propriedade, Ygor utiliza o Fertiva® 19-04-19 + 1% Mg + 2% S + 0,2% B + 0,1% Zn, da Heringer, desde 2023. Segundo ele, um dos diferenciais da formulação está na combinação das fontes nutricionais e na presença de NPK em um único grânulo, além da adição de micronutrientes.
Etanol mantém alta e agenda tributária domina atenções do setor
Os preços do etanol seguem em trajetória de alta no Brasil, sustentados pelo consumo doméstico firme e pelas interrupções na moagem provocadas pelas chuvas no Centro-Sul. Segundo a Consultoria Agro do Itaú BBA, a agenda tributária passou a ser o principal fator de monitoramento para o setor no curto prazo. Na semana encerrada em 9 de outubro, o etanol hidratado nas usinas paulistas atingiu R$ 2,64 por litro, retornando aos níveis observados no início da safra. Mesmo com a valorização recente, o biocombustível manteve competitividade frente à gasolina, com paridade média de 60,7% em São Paulo. O mercado acompanha, principalmente, os efeitos das recentes mudanças tributárias. A desoneração federal da gasolina, válida até 9 de novembro, abriu espaço para possíveis reajustes nos preços do combustível fóssil, tema que deve permanecer no radar de distribuidores, produtores e consumidores. Além do ambiente regulatório doméstico, movimentos internacionais também reforçam o potencial de crescimento da demanda por etanol. Nos Estados Unidos, a Califórnia removeu obstáculos regulatórios para a expansão do E15, enquanto a Indonésia avança nos preparativos para ampliar gradualmente a mistura de etanol na gasolina até chegar ao E50 em 2028.
Ovinocultura cobra plano de controle da scrapie para certificar propriedades
A cadeia de ovinos e caprinos cobra do Ministério da Agricultura a definição de um plano sanitário nacional para controle da scrapie, doença que afeta as duas espécies e que, segundo a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), restringe oportunidades de exportação. O tema esteve em discussão na 79ª reunião ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Caprinos e Ovinos. Também conhecida como paraplexia enzoótica dos ovinos, a scrapie é uma doença neurodegenerativa transmissível e fatal que atinge ovinos e caprinos. A reunião incluiu a análise de uma minuta de portaria para certificação de propriedades livres da doença, em discussão no grupo de trabalho que reúne representantes do setor público e privado. Para o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Caprinos e Ovinos e da Arco, Edemundo Gressler, a ausência de um programa nacional de controle dificulta a comprovação das condições sanitárias necessárias para negociar animais, material genético e produtos de origem ovina e caprina em mercados externos.
Agronegócio poderá recuperar tributos pagos sobre verbas de incentivo à pesquisa
Empresas que realizam pesquisas e desenvolvimento de sementes, genética, defensivos, entre outras atividades, e que tenham recolhido tributos sobre incentivos financeiros governamentais destinados a essas atividades nos últimos cinco anos poderão reaver esses valores. O alerta é de Rafael Gama, advogado tributarista e sócio do AZM Advogados Associados, a partir da análise do impacto da resposta da Receita Federal a uma dúvida apresentada por um contribuinte na Solução de Consulta nº 196, publicada em 8 de outubro de 2026. A consulta partiu de uma empresa tributada pelo lucro presumido que contratou subvenção econômica com uma fundação estadual de amparo à pesquisa para cobrir despesas previstas em plano de trabalho. A empresa quis saber se o valor entraria na base de cálculo do IRPJ e da CSLL e se haveria incidência de PIS e Cofins. Esse pedido de esclarecimento pode indicar que outras empresas, também diante da mesma dúvida, tenham recolhido esses tributos, situação que, portanto, pode ser revista junto à Receita Federal.
Governo não irá admitir créditos, e meta de 22% de reciclado exige rastreio físico
Fabricantes e importadores não poderão usar créditos ou certificados para cumprir a meta nacional de 22% de conteúdo reciclado em embalagens plásticas. Portaria federal publicada em 18 de setembro exige rastreio físico do material, com primeiro relatório até 30 de abril de 2027. Editada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a Portaria GM/MMA nº 1.778 trata de duas obrigações distintas. A primeira é o conteúdo reciclado, ou seja, quanto de material reciclado as empresas precisam incorporar às embalagens plásticas que colocam no mercado. A segunda é a logística reversa, que define quanto das embalagens descartadas pelos consumidores precisa ser recolhido e encaminhado para reciclagem. No conteúdo reciclado, a comprovação passa a ser feita por plataformas de rastreabilidade homologadas pelo ministério, responsáveis pela custódia e pela verificação dos dados. Só entra na conta o resíduo pós-consumo, com registro de massas, identificação de fornecedores e controle de entrada e saída ao longo da cadeia.