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Saindo do Forno

26/10/2026/Terça

APS convida empresas do Porto de Santos para participar da maior feira agropecuária da América Latina

                A Autoridade Portuária de Santos está oferecendo aos clientes a oportunidade de expor em conjunto em seu estante na Agrishow 2027, uma das maiores feiras agrícolas no mundo. O evento ocorrerá em abril de 2027. A APS lançou o Edital de Chamamento Público Nº 02/2026, convidando seus usuários a fazerem parte do estande do Porto de Santos. O edital prevê seis cotas de co-participação, no valor de 60 mil reais cada, que podem ser adquiridas por terminais portuários e retro portuários com operação de carga em Santos, Guarujá, Cubatão ou São Vicente, bem como associações e sindicatos patronais representativos de terminais e operadores. O prazo para inscrição é até sexta, dia 30 de outubro. A participação conjunta no estande do Porto possibilita, além da apresentação institucional das empresas, a prospecção de cargas e a ampliação de redes de relacionamento comercial junto aos públicos do evento. Entre os benefícios previstos aos cessionários estão sala de reunião exclusiva, inserção de sua logomarca no estande, espaço para exibição de vídeo institucional e distribuição de materiais promocionais.

Número de condutores de barcos cresce 92% na Bahia em cinco

O número de condutores de embarcações amadores inscritos na Bahia cresceu 92,7% em cinco anos, segundo dados da Capitania dos Portos da Bahia, vinculada à Marinha do Brasil. Os registros passaram de 16.457, em 2020, para 31.717, em 2025, um aumento de 15.260 inscrições. No mesmo período, a frota de barcos registrada avançou de 21.392 para 24.507 embarcações, alta de 14,6%. Os indicadores revelam a expansão da atividade náutica no Estado e apontam para um mercado que vai além da comercialização de barcos, com demanda por manutenção, equipamentos, infraestrutura de atracação e serviços especializados. O avanço também encontra reflexos no mercado de trabalho da capital baiana. O crescimento do setor também atrai investimentos públicos. Em 2025, a Prefeitura de Salvador anunciou R$ 20 milhões para infraestrutura náutica e capacitação profissional, enquanto o Governo da Bahia destinou mais de R$ 100 milhões à implantação e requalificação de quatro marinas na Baía de Todos-os-Santos. Neste mês, o Fundo da Marinha Mercante aprovou R$ 953,2 milhões para a construção de 13 embarcações na Bahia, com previsão de 750 empregos diretos. Os projetos incluem rebocadores, balsas e embarcações de transporte fluvial. 

Enza Zaden anuncia movimentações nas áreas Comercial e de Marketing no Brasil

A Enza Zaden, uma das líderes globais no melhoramento genético e na produção de sementes de hortaliças, anuncia a promoção de Timóteo Scheidt à Gerência Comercial Brasil e a chegada de Aline Borges como Marketing Generalist, responsável pelas atividades de Marketing no Brasil e na América do Sul. Na companhia desde 2017, Timóteo Scheidt construiu uma sólida trajetória interna. Ao longo de quase uma década na empresa, atuou na coordenação comercial, no desenvolvimento de produtos e, mais recentemente, liderou a gestão de portfólio de tomates e pimentões para a América do Sul e Caribe. Com passagens anteriores por companhias como Agrosema, INCOTEC e Casa Bugre, Scheidt reúne ampla bagagem técnica, comercial e mercadológica. Desde setembro, o executivo está à frente da gestão comercial de toda a operação brasileira, com o objetivo de estreitar o relacionamento com os produtores e impulsionar a presença de mercado da marca no país. Para liderar as frentes de comunicação e posicionamento de marca, a Enza Zaden contratou Aline Borges, que passou a integrar a equipe em agosto. Atuando no segmento de sementes desde 2011, Aline acumula experiências em multinacionais do setor, como Bayer e BASF/Nunhems. Em sua nova função, é responsável pelo planejamento e pela execução das estratégias de marketing para o mercado brasileiro e sul-americano, atuando em estreita sinergia com as equipes comerciais e de produto para gerar valor a toda a cadeia de horticultura.

Simpósio terá painéis sobre roteiros e comercialização do olivoturismo

Transformar a visita a um olival em uma experiência turística completa, organizada e comercializável é um dos principais desafios para o desenvolvimento do olivoturismo no Brasil. O tema estará no centro das discussões do 2º Simpósio Nacional de Olivoturismo, que será realizado no dia 29, na sede da Fecomércio-MG, em Belo Horizonte. O encontro reunirá produtores, profissionais do turismo, gastronomia e outros representantes da cadeia para discutir como aproximar a produção de azeites do mercado de experiências e dos roteiros turísticos. Para o presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Flávio Obino Filho, o Brasil já construiu uma importante reputação pela qualidade de seus azeites, mas precisa avançar na utilização desse diferencial para criar novas oportunidades econômicas no campo. “Nosso desafio agora é utilizar essa qualidade do azeite para possibilitar que aqueles que têm interesse vivenciem essas experiências nas propriedades, em rotas de turismo tendo como base o olivoturismo”, afirma. A programação do simpósio foi estruturada justamente para discutir os diferentes passos necessários para consolidar essa atividade. A abertura das propriedades para receber visitantes envolve desde políticas públicas e organização dos espaços até qualificação do atendimento, criação de experiências e aproximação com agências e operadoras de turismo.

Mesmo com queda de 6,7% no custo da dieta, lucratividade recua no Centro-Oeste

O terceiro trimestre de 2026 manteve o custo alimentar em patamar baixo nas duas principais regiões de confinamento do país, mas mostrou que a redução do custo da dieta, isoladamente, não determina o resultado econômico da atividade. Embora o ICAP médio tenha recuado 3,6% tanto no Centro-Oeste quanto no Sudeste frente ao segundo trimestre, a lucratividade média da arroba produzida seguiu direções opostas: caiu 3,5% no Centro-Oeste, para R$ 1.009,41 por cabeça, e avançou 5,5% no Sudeste, para R$ 1.173,27. Segundo o Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP), o custo médio ficou em R$ 12,56 por cabeça/dia no Centro-Oeste, 8,9% abaixo do terceiro trimestre de 2025, e em R$ 11,53 no Sudeste, redução de 7,5% na mesma comparação. No Sudeste, trata-se da menor média trimestral desde o terceiro trimestre de 2024; no Centro-Oeste, é a segunda menor média da série histórica. O comportamento das dietas reforça a dimensão dessa redução. Na comparação com o segundo trimestre, o custo médio da dieta de terminação caiu 6,7% no Centro-Oeste, de R$ 1.153,07 para R$ 1.076,09/ton MS, e 6,5% no Sudeste, de R$ 1.122,22 para R$ 1.049,18/ton MS. Mas, do lado da receita, as regiões seguiram trajetórias distintas: enquanto a arroba média caiu 3,1% no Centro-Oeste, para R$ 327,17, avançou 1,5% no Sudeste, para R$ 347,00.

Consórcio ganha espaço como alternativa para investimentos no agronegócio

Segundo dados do Departamento Econômico da Faesp, a balança comercial brasileira encerrou agosto com resultado positivo de US$ 7,39 bilhões, crescimento de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2025. O agronegócio teve papel importante nesse desempenho com exportações de US$ 15,18 bilhões, alta de 6,7%, e importações de US$ 1,68 bilhão, avanço de 5,0%. Com isso, o setor alcançou saldo positivo de US$ 13,49 bilhões, crescimento de 6,9% na comparação anual. Diante desse cenário e da busca por maior previsibilidade financeira nos investimentos, o consórcio vem ganhando espaço como alternativa para produtores rurais que precisam modernizar e ampliar suas operações. A modalidade permite a aquisição de máquinas agrícolas, implementos, drones e outras tecnologias de forma planejada, sem a cobrança de juros sobre o crédito contratado. Dessa forma, o consórcio permite ao produtor avaliar o investimento com maior clareza, considerando o orçamento disponível e o momento adequado.  

Mosca-das-bicheiras ameaça rebanhos e compromete a rentabilidade da pecuária

A mosca-das-bicheiras é uma das pragas sanitárias que mais preocupam a pecuária. No Brasil, os prejuízos econômicos associados ao parasita são estimados em US$ 340 milhões, em decorrência da mortalidade de bezerros, segundo artigo publicado pela Revista Científica Pathogens. Causada pelas larvas da mosca Cochliomyia hominivorax, a miíase ocorre quando esses organismos se alimentam dos tecidos vivos dos animais, provocando lesões, dor, inflamações e infecções secundárias. Em casos graves, além de comprometer o ganho de peso e o desempenho produtivo, o quadro pode levar à morte. O risco de ocorrência aumenta em situações que favorecem a formação de feridas, como castrações, descornas, partos, lesões de pele e problemas umbilicais em bezerros. As fêmeas da mosca depositam ovos nas bordas dessas lesões, onde as larvas se desenvolvem. Temperaturas elevadas e condições favoráveis à atividade dos insetos também ampliam a exposição dos animais. Feridas com larvas visíveis, secreção, odor desagradável, dor, inquietação e lambedura excessiva da região afetada estão entre os principais sinais de atenção. Em situações avançadas, os animais podem apresentar perda de apetite, isolamento, queda de desempenho e agravamento das lesões.

Produtores de soja precisam reforçar planejamento diante dos desafios climáticos

Com o fim do vazio sanitário nas principais regiões produtoras e a intensificação das chuvas, os produtores de soja se preparam para o plantio da safra 2026/27. “Esse momento exige atenção redobrada às condições de umidade do solo e às previsões climáticas, especialmente diante da possibilidade de intensificação do El Niño”, alerta Bruno Carloto, gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond na BU Atlantic (Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai). A soja é a principal cultura agrícola do país. Para a safra 2026/27, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 181,64 milhões de toneladas, em uma área estimada em 49,3 milhões de hectares.  Entre os principais impactos do El Niño sobre a produção de soja está a irregularidade das chuvas, fator relevante especialmente nas primeiras fases do ciclo. Para Bruno Carloto, o estabelecimento adequado da lavoura depende de condições favoráveis de umidade no solo para garantir a germinação e a emergência das plantas. A atenção, no entanto, não deve se restringir à emergência. Pesquisas conduzidas pela Embrapa indicam que períodos de déficit hídrico ao longo do desenvolvimento da soja também comprometem componentes relacionados à produtividade. Em estudo realizado na safra 2024/25, um período de 18 dias sem irrigação entre os estádios reprodutivos R1 e R3 resultou em redução de 4% no rendimento de grãos em condições de sequeiro, além de impactos sobre o número e a massa de nódulos, a altura das plantas e o número de nós.

Pavilhão do Cooperativismo na FICCA terá exposição inédita de

A exposição de produtos da agricultura familiar, de artesanato e de serviços promovida pelo Sistema OCB/GO e cooperativas goianas é um dos destaques da FICCA Goiás — Feira da Indústria, Comércio, Cooperativismo, Empreendedorismo e Agronegócio de 2026. O evento será realizado de 27 a 29 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia. Além de aproximar as cooperativas dos variados públicos visitantes da feira, que no ano passado atraiu cerca 30 mil pessoas e movimentou mais de R$ 500 milhões em negócios, a participação do Sistema OCB/GO tem como objetivo fortalecer e valorizar o cooperativismo goiano, especialmente pela ampliação do acesso a novos mercados e oportunidades de negócios. No Pavilhão do Cooperativismo, estarão reunidas 20 cooperativas que vão demonstrar a força e os diferenciais desse modelo de negócios, informa Luís Alberto Pereira, presidente do Sistema OCB/GO. Haverá ainda uma programação de palestras e atividades interativas com os visitantes da feira, criando um ambiente de conhecimento, relacionamento e aproximação do cooperativismo com os demais setores produtivos e com a sociedade.

Agrolend origina R$ 245 milhões em crédito no Centro-Oeste em 2026

A Agrolend, instituição financeira voltada ao financiamento do agronegócio em todo o Brasil, originou R$ 245 milhões em crédito no Centro-Oeste entre janeiro e agosto de 2026. O volume representa 23,8% de tudo o que a companhia originou no país no período e integra a marca histórica de R$ 3 bilhões em originação acumulada desde a sua fundação, em 2020. A região, que concentra parte relevante da produção de grãos e o polo emergente do etanol de milho, é hoje uma das mais estratégicas para a companhia. A Agrolend esteve recentemente em Cuiabá na 3ª Conferência Internacional UNEM DATAGRO, discutindo soluções de crédito estruturado para indústrias e cooperativas do setor, além de manter presença constante na Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT). “O Centro-Oeste concentra grandes empresas, com governança consolidada e ciclos produtivos complexos. Exatamente o perfil de cliente para o qual desenhamos nossas soluções de crédito estruturado. A região seguirá como um dos pilares do nosso crescimento para os próximos anos”, afirma Alan Glezer, co-CEO e fundador da Agrolend. O resultado no Centro-Oeste acompanha a evolução nacional da companhia, que mantém sua alavancagem conservadora, sustentada por um patrimônio líquido de R$ 502 milhões e por uma taxa de inadimplência (acima de 90 dias) de apenas 0,68%. Esse valor está bem abaixo da média de mercado, que fechou 2025 em 12%, segundo o Banco Central.

Após altas, preços dos combustíveis começam outubro estáveis, aponta Veloe/Fipe

Os preços médios nacionais de três combustíveis ficaram praticamente estáveis na leitura parcial de outubro. Na comparação entre a última semana de setembro e a segunda semana do mês, a gasolina comum recuou 0,14%, o etanol hidratado, 0,09%, e o diesel S-10, 0,04%. É o que mostra o Monitor de Preços dos Combustíveis, iniciativa da Veloe em parceria com a Fipe. O resultado indica uma acomodação depois da recomposição observada em setembro, sobretudo no diesel e no etanol, e mostra pouca transmissão adicional às bombas nas duas primeiras semanas de outubro. Em setembro, o movimento havia sido diferente: entre 31 de agosto e 30 de setembro, o diesel S-10 subiu 6,5% na média nacional e o etanol avançou 4,5%, enquanto a gasolina teve alta mais moderada, de 0,4%. Em outubro, essa trajetória perdeu força. Na segunda semana do mês, os três combustíveis estavam praticamente no mesmo patamar do fim de setembro. Na comparação com a última semana de dezembro de 2025, porém, as trajetórias seguem distintas: o diesel S-10 acumula alta de 19,1% e a gasolina, de 5,4%, enquanto o etanol permanece 7,0% abaixo do nível observado no fim do ano passado. O etanol hidratado passou de R$ 4,23 na última semana de setembro para R$ 4,22 por litro na segunda semana de outubro, recuo de 0,09% na média nacional. Na média nacional, o diesel S-10 ficou praticamente estável: passou de R$ 7,35 na última semana de setembro para R$ 7,35 por litro na segunda semana de outubro, com leve recuo de 0,04%. Na média das capitais, a variação também foi próxima de zero (-0,02%), com preço de R$ 7,28 por litro. A estabilidade ocorre depois de uma alta de 6,5% ao longo de setembro. Ainda assim, o diesel continua sendo o combustível com maior aumento acumulado em 2026 entre os produtos acompanhados pelo Monitor, com avanço de 19,1% em relação à última semana de dezembro de 2025.

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