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Espanha, aliada global do investimento mundial na América Latina, segundo estudo do CEAPI

Dias antes da XXX Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo, o CEAPI apresenta O uso de trampolins no investimento estrangeiro do mundo na América Latina: o papel da Espanha

  • O estudo, elaborado em colaboração com o Instituto Complutense de Estudios Internacionales, complementa o relatório ‘Espanha como trampolim dos investimentos da América Latina no mundo’, apresentado em fevereiro passado; e ambos reforçam a posição do país como epicentro de investimentos mundiais na América Latina
  • Mais de 54 milhões de microdados empresariais confirmam que a Espanha ocupa a primeira posição mundial como economia intermediária de investimento estrangeiro na América Latina, com 889 trampolins diretos, que representam 14,4% do total mundial, e 1.030 imediatos, que representam 16,7% do total mundial
  • Um total de 744 empresas estrangeiras utiliza a Espanha como plataforma para investir na América Latina por meio de 1.081 subsidiárias, sendo os Estados Unidos o principal país de origem dessas companhias
  • Núria Vilanova, presidente do CEAPI, explicou que “o barômetro CEAPI pretende, de verdade, conhecer a fundo o que está acontecendo na Ibero-América e quais são as oportunidades para a Ibero-América e para o mundo”

A Espanha é o principal trampolim mundial de investimento estrangeiro direto (IED) na América Latina. É o que revela o estudo O uso de trampolins no investimento estrangeiro do mundo na América Latina: o papel da Espanha, elaborado pelo Consejo Empresarial Alianza por Iberoamérica (CEAPI), em colaboração com uma equipe do Instituto Complutense de Estudios Internacionales (ICEI) liderada por Isabel Álvarez.

A pesquisa analisa o papel da Espanha como plataforma para canalizar investimentos internacionais para a América Latina e constata que sua relevância supera o que se poderia esperar pelo tamanho de sua economia. Além disso, coloca o país na segunda posição mundial, atrás apenas dos Estados Unidos, em número de subsidiárias latino-americanas que dependem diretamente de matrizes estrangeiras.

O relatório dá continuidade ao estudo Espanha como trampolim dos investimentos da América Latina no mundo, apresentado anteriormente pelo CEAPI, que identificou a Espanha como uma das principais plataformas de expansão internacional das empresas latino-americanas. Esta nova pesquisa analisa o fenômeno no sentido inverso: como empresas de terceiros países utilizam a Espanha para acessar os mercados da América Latina.

O estudo foi apresentado nesta segunda-feira no escritório do Pérez-Llorca, às vésperas da XXX Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo, pela presidente do CEAPI, Núria Vilanova, e pela professora catedrática Isabel Álvarez.

Durante o evento, Vilanova destacou que “o barômetro CEAPI pretende, de verdade, conhecer a fundo o que está acontecendo na Ibero-América e quais são as oportunidades para a Ibero-América e para o mundo”.

A presidente do CEAPI também afirmou que “o mundo escolhe a Espanha como grande aliada para a internacionalização da América Latina”. E convidou a imprensa a contribuir para que a palavra Multiberoamericanas entre na Real Academia Española, assim como nas demais academias da América Latina, para designar aquelas empresas que aprenderão a ser globais nessa realidade que é o espaço econômico e empresarial ibero-americano.

Espanha, primeiro trampolim mundial de investimento na América Latina

Segundo o estudo, a Espanha ocupa a primeira posição mundial como economia intermediária de investimento estrangeiro na América Latina, com 889 trampolins diretos, que representam 14,4% do total mundial, e 1.030 trampolins imediatos, equivalentes a 16,7%.

Além disso, a Espanha é o principal trampolim direto de investimento em 11 dos 19 países latino-americanos analisados. Os resultados refletem sua importância nas estruturas empresariais que conectam o investimento internacional à região e confirmam seu papel como plataforma de acesso aos mercados latino-americanos.

Espanha, segunda potência mundial em subsidiárias diretas na América Latina

A análise de mais de 54 milhões de microdados empresariais permitiu identificar 26.784 matrizes estrangeiras que operam na América Latina e controlam cerca de 80.000 subsidiárias na região, o que representa uma média de 2,97 subsidiárias por matriz.

Quanto às subsidiárias que dependem diretamente de matrizes estrangeiras, os Estados Unidos ocupam a primeira posição, com cerca de 11.000 subsidiárias. Já a Espanha ocupa a segunda posição mundial, com 2.794 matrizes (10,4% do total), que controlam 7.323 subsidiárias na região, o equivalente a 11% do total global.

Dessa forma, a Espanha fica à frente de todas as economias do G7, com exceção dos Estados Unidos, apesar de ter uma economia de menor porte. Seus números são o dobro dos da França e da Itália e o triplo dos registrados pela Alemanha e pelo Japão.

Estados Unidos, o país que mais utiliza a Espanha para investir na América Latina

O estudo identifica 744 empresas estrangeiras que utilizam a Espanha como plataforma para investir na América Latina. Essas companhias têm 1.164 subsidiárias na Espanha e controlam 1.081 subsidiárias na região por meio de suas estruturas empresariais, o que equivale a uma média de cerca de 1,5 subsidiária latino-americana por matriz.

A origem dessas 744 matrizes reflete a diversidade de países que utilizam a Espanha como plataforma de investimento na região. Os Estados Unidos lideram o ranking, com 125 matrizes (16,8% do total), seguidos pela França, com 82 (11%); Luxemburgo, com 64 (8,6%); Alemanha, com 57 (7,7%); Reino Unido, com 51 (6,9%); Itália, com 41 (5,5%); e Países Baixos, com 39 (5,2%). Juntos, esses sete países concentram 459 matrizes, 61,7% do total, o que ilustra o papel da Espanha como plataforma para canalizar investimentos internacionais para a América Latina. Em particular, a Europa é a principal região de origem, com 59,9% das matrizes.

Além disso, a Espanha é o segundo país do mundo como trampolim imediato dos investimentos provenientes do Oriente Médio, da Ásia e do Pacífico para a América Latina, praticamente empatada com os Estados Unidos. Dos 527 trampolins imediatos identificados — ou seja, o último elo antes de chegar ao país de destino —, a Espanha concentra 63, ou 12% do total, apenas um a menos que os Estados Unidos, que ocupam a primeira posição com 64.

México, Brasil, Colômbia e Chile concentram mais de 80% das subsidiárias canalizadas por meio da Espanha

O estudo identifica um total de 26.784 matrizes estrangeiras que operam na América Latina e controlam cerca de 80.000 subsidiárias na região, o que representa uma média de 2,97 subsidiárias por matriz. Por país, o Brasil concentra o maior número de matrizes estrangeiras, com 12.309 (46% do total), que controlam 23.542 subsidiárias (29,5%). Em seguida vêm o Equador, com 5.406 matrizes (20,2%) e 6.565 subsidiárias (8,2%); o México, com 5.336 matrizes (19,9%) e 13.772 subsidiárias (17,6%); o Chile, com 2.733 matrizes (10,2%) e 6.508 subsidiárias (8,2%); e a Colômbia, com 2.453 matrizes (9,2%) e 4.459 subsidiárias (5,6%).

Por país de destino, o México concentra 25,5% das 1.081 subsidiárias latino-americanas controladas pelas 744 empresas estrangeiras que utilizam a Espanha como trampolim de investimento, seguido por Brasil (19,2%), Colômbia (18,8%) e Chile (17,3%). Juntos, esses quatro mercados representam 80,8% das subsidiárias identificadas, o que evidencia o papel estratégico da Espanha como plataforma de acesso a algumas das principais economias latino-americanas.

Sobre o CEAPI

É uma associação formada por 400 empresários, presidentes das principais empresas ibero-americanas, cuja missão é valorizar o papel do empresário e seu impacto na sociedade, promovendo o compromisso social e a sustentabilidade.  

O CEAPI tem a vocação de contribuir para fazer mais Ibero-América e promover relações de confiança entre os empresários para fazer crescer e fortalecer o tecido empresarial ibero-americano. Como think tank, refletimos sobre os desafios e as oportunidades da região, fomentando o diálogo com líderes políticos e institucionais, buscando enriquecer a colaboração público-privada e abrindo espaço para as novas gerações e para o papel fundamental da mulher no desenvolvimento das empresas e da sociedade atual. Para mais informações: www.ceapi.com e www.congresoceapi.com  

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